"Eu não tenho idade. Tenho vida." (Vânia Toledo)
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domingo, 12 de abril de 2015

Diagnóstico precoce é uma das maiores dificuldades para pacientes de parkinson

Por Luiza Freitas

Semelhança com outras doenças acaba retardando o início do tratamento
(Imagem: Bruno de Carvalho/ NE10)

Dores nos braços e pernas que evoluem para tremores, inquietação durante o sono e lentidão nos movimentos. Esse conjunto de sintomas compõem o parkinsonismo, comum a várias doenças, entre elas o parkinson. A dificuldade de diferenciar esses diagnósticos quando os primeiros sinais aparecem acaba retardando o início do tratamento da doença que é lembrada nesta quinta-feira (11), Dia Mundial da Doença de Parkinson.

Com uma evolução progressiva, a doença começa a se manifestar na maioria das vezes entre os 50 e 60 anos. Como ela não possui nenhum indicador biológico que possa ser apontado em exames ou tomografias, o diagnóstico clínico é feito por um neurologista, que observa três principais sintomas: tremor dos membros em repouso, lentidão e rigidez nos movimentos, chamados de parkinsonismo.

Mas, antes que esses sintomas se tornem muito claros e característicos, alguns pacientes sofrem com dores, lentidão motora e na fala. Foi o caso de José Veloso da Silva, de 72 anos, há 17 anos diagnosticado com parkinson. "Ele foi a otorrino, ortopedista, mas não descobriram o que era", diz Terezinha Veloso da Silva, esposa de José e atual presidente da Associação de Parkinson de Pernambuco (ASP-PE).

domingo, 3 de agosto de 2014

Pesquisa mostra que 87% dos adultos têm medo de chegar à terceira idade

Especialistas dizem que, para quem já é idoso, a principal angústia se torna a solidão

Rio - Mudanças no corpo, típicas da terceira idade, são motivo de apreensão para a maioria dos adultos. De acordo com pesquisa feita nos Estados Unidos, 87% das pessoas têm medo de envelhecer. Entre os temores mais comuns, está o de perder a capacidade física: cerca de 23% dos voluntários disseram ficar apavorados com a ideia. Porém, especialistas dizem que, para quem já é idoso, a principal angústia se torna a solidão.

No levantamento norte-americano, em seguida aparecem os medos de perder a memória, ganhar menos dinheiro, desenvolver uma doença crônica e morrer. Mais de duas mil pessoas com pelo menos 18 anos de idade responderam a pesquisa online, a pedido do laboratório Pfizer, entre os últimos dias 10 e 14.

Queixa mais comum entre idosos é o de se descobrirem sozinhos
Foto: Istock

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, João Bastos Freire Neto, o resultado do estudo coletado nos EUA pode ser aplicado à realidade brasileira de uma maneira geral. “Isso é universal. O ser humano tem medo de sofrer e de se sentir incapaz, o que para muitos é pior do que a morte”, explica o especialista.

Esse sofrimento está ligado à visão que as pessoas ainda têm dos mais velhos. De acordo com o médico, para muitos, envelhecer significa depender dos outros obrigatoriamente. Porém, ele explica que, com o aumento da população acima dos 60 anos, a tendência é que esse olhar mude. Para isso, porém, é preciso que as autoridades invistam na melhor qualidade de vida e na inserção dos idosos na sociedade, como por exemplo, deixar os lugares realmente acessíveis a eles.

Tornar o envelhecimento saudável possível é o maior desejo dos pacientes e o grande desafio de especialistas. Entre os conselhos, Freire Neto acredita que cuidar da alimentação, fazer exercícios e principalmente manter uma ‘agenda’ com atividades diárias são fundamentais para ser feliz também na terceira idade.


Solidão, a dor de quem já chegou lá 


Apesar de os adultos se preocuparem com a conta bancária e com as doenças crônicas no futuro, a causa de tormento para os idosos é outra, bem diferente. No consultório, o geriatra garante que a queixa mais comum entre seus pacientes é o medo da solidão, capaz de “matar aos poucos”. “É importante construir um patrimônio social e não só material ao longo de toda a vida”, diz.

Laços afetivos em diferentes grupos como, por exemplo, na família, na igreja e em ativdades como aa dança, são fundamentais para ‘espantar’ a depressão e a sensação de solidão, aconselha Freire Neto. Segundo a pesquisa americana, 62% das mensagens publicadas no Twitter sobre envelhecimento, no último ano, tiveram teor negativo.


Fonte: O Dia

domingo, 27 de julho de 2014

População idosa vai triplicar nos próximos 20 anos

O Brasil está envelhecendo numa velocidade maior que a das sociedades mais desenvolvidas, o que produzirá grande impacto nos sistemas de saúde, com elevação dos custos e do uso de serviços.


Por Cláudia Collucci (de São Paulo)

Centro da prefeitura para acolher idosos no centro de São Paulo
Segundo estimativas do IBGE, nos próximos 20 anos a população acima de 60 anos vai mais do que triplicar, passando dos atuais 22,9 milhões (11,34% da população) para 88,6 milhões (39,2%).

No período, a expectativa média de vida do brasileiro deverá aumentar dos atuais 75 anos para 81 anos.

"Essa longevidade é uma dádiva, mas traz desafios importantes", afirmou o médico Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade, em palestra no Fórum a Saúde do Brasil, da Folha.

Hoje há programas de atenção à saúde de pessoas idosas nas três esferas de governo (federal, estadual e municipal), mas ainda atendem a poucos idosos e nem sempre têm continuidade.
Ezye Moleda/Folhapress

Também não existe coordenação efetiva dessas ações ou política intersetorial. Uma questão discutida, por exemplo, é se cuidados como moradias assistidas ou centros onde os idosos possam ficar enquanto o familiar trabalha são responsabilidade da saúde ou da assistência social.

No âmbito da saúde, é unânime a opinião de especialistas de que o país precisará readequar o modelo de atenção, ainda focado em quadros agudos e na área materno-infantil, mesmo com a taxa de fecundidade em queda há mais de uma década.

Isso incluiria, inclusive, a necessidade de as universidades formarem mais profissionais especializados no cuidado de idosos e a de os sistemas de saúde público e privado capacitarem os que estão no mercado de trabalho.

O envelhecimento está associado a uma maior prevalência de doenças crônicas, que respondem por quase 70% das enfermidades nessa fase da vida.

Portanto, as políticas de saúde deveriam priorizar desde a prevenção de doenças que vão incapacitar o idoso (uma hipertensão não cuidada pode resultar em derrame) até a criação de serviços (de cuidado paliativo, por exemplo) voltados ao fim da vida.

Pesquisa da USP mostra, por exemplo, que os idosos do município de São Paulo estão vivendo mais, mas em piores condições de saúde.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Jovens se tornam voluntários de lar para idosos em São Paulo

Beatriz, Bruna e João Victor são os novos voluntários do Lar de Idosos da SBA - a Sociedade Beneficente Alemã, que tem 210 moradores.


Os jovens que o Fantástico apresentou, neste domingo, não são diferentes de muitos que você conhece. Vivem no mundo deles. E não gostam de perder tempo com velhos. Mas e se essa garotada realizasse um trabalho voluntário com idosos? Será que mudaria de opinião?

É o que você vai descobrir a partir deste último domingo, numa experiência inspiradora e emocionante.
Um encontro "entre gerações".

Eles acabaram de se conhecer. Não sabem nada um do outro, mas estão vivendo uma experiência transformadora.

Três adolescentes vão passar por essa experiência. Durante duas semanas, eles vão conviver intensamente com os moradores de um condomínio para idosos na capital paulista.

A partir deste último domingo, Beatriz, Bruna e João Victor são os novos voluntários do Lar de Idosos da SBA - a Sociedade Beneficente Alemã, que tem 210 moradores.


Fonte Texto e Foto: G1 - Fantástico 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Novidade em Florianópolis, espaço da terceira idade oferece atividades diárias

Idosos passam o dia cercados de novos amigos e à noite voltam para suas famílias
Enfermeiros (de branco) participam de atividades educativas com os idosos
Foto: Eduardo Valente /ND

Florianópolis (SC) - Os dias solitários da aposentada Dulce Oliveira, 81 anos, terminaram no dia 7 de janeiro deste ano. Foi quando ela e a família descobriram o Espaço da Terceira Idade Recanto do Arvoredo, no bairro Santa Mônica, em Florianópolis. Fisioterapia, alimentação adequada e atividades educativas ocupam o dia dos idosos que frequentam o lugar. Ao contrário dos tradicionais asilos, o espaço atende os idosos apenas em horário comercial. Assim, eles podem retornar para casa no final do dia. “É uma forma que encontramos para que essas pessoas não percam o convívio familiar”, disse Eliane Fauth, diretora do Recanto.

O serviço de transporte do Recanto busca Dulce por volta das 9h e, após tomar café da manhã, a agenda fica cheia. “Faço fisioterapia e depois leio parte dos jornais. Aqui também temos lanche, brincadeiras e outras atividades. É bom porque não fico parada e muito menos sozinha. Têm outras pessoas pra conversar e se distrair. A família também gosta porque não precisa se preocupar com a gente enquanto trabalham, e a gente não se preocupa se vamos atrapalhar eles”, contou Dulce.

Ela trocou a cuidadora particular pelo Recanto, e ganhou duas amigas: Olga Castilho, 70, e Adyr Coelho, 79. “Conversamos bastante durante o dia. Fazemos as atividades juntas e também nos ajudamos. Aqui é mais fácil para se manter sempre ocupada”, disse Olga.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Quedas internam um idoso a cada 8h na região de Ribeirão Preto

Estudo feito pela Secretaria de Estado da Saúde mostra que maior parte dos acidentes acontece em casa e de dia

Por Mariana Lucera

Weber Sian / A Cidade
Arabela Duarte, 81 anos, quebrou o fêmur em uma queda
(Foto: Weber Sian / A Cidade)
Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, na região de Ribeirão Preto, um idoso é internado, em média, a cada oito horas em hospitais públicos, vítima de quedas.

A região teve 1.008 casos de internações de idosos por quedas em 2012. Desse total, 60% são mulheres com mais de 60 anos, como Arabela Duarte, 81.

Ela conta que, recentemente, já caiu duas vezes, mas não teve ferimentos graves. Porém, há dois anos, levou um tombo no banheiro, quebrou o fêmur da perna direita e precisou ficar três dias internada.

Desde então passou a usar uma bengala e não recuperou totalmente o equilíbrio.

“O interessante é que, quando a gente vê, já está no chão. Quando perguntam se tropeçou, sentiu tontura, não lembro de nada”, conta Arabela.

Para evitar novos tombos, Arabela conta que tirou todos os tapetes da casa do caminho.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

UFPE abre inscrições em cursos de extensão para a terceira idade

Interessados devem procurar o Centro de Ciências da Saúde da instituição.
Há vagas para ética, uso racional de medicamentos, exercícios e xadrez.


Recife (PE) - A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) está com inscrições abertas, até a próxima sexta-feira (23), para quatro cursos de extensão promovidos pelo programa Universidade Aberta à Terceira Idade (UnATI), no câmpus Recife.

Os idosos podem realizar os cursos de extensão em realização de exercícios físicos no ambiente doméstico; ética e cidadania; uso racional de medicamentos; e xadrez. As inscrições devem ser realizadas no Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFPE, na Cidade Universitária, nos horários das 9h às 11h e das 14h às 16h.

Os cursos são destinados a pessoas idosas com mais de 60 anos. É preciso apresentar documento de identidade no ato da inscrição. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 2126-8538.


domingo, 16 de dezembro de 2012

Estudo aponta que a velhice pode ser a melhor idade sim!

Pesquisadores sugerem que o envelhecimento pode ser um processo muito mais positivo do que se pensava.

(Fonte da imagem: Thinkstock)

De acordo com o site Discovery News, um estudo publicado pelo American Journal of Psychiatry sugere que a velhice, apesar de normalmente vir acompanhada do progressivo declínio físico e mental, também pode ser um processo muito mais positivo do que se pensava.

Aparentemente, o “envelhecer” parece estar mais relacionado com os estereótipos que os mais jovens criam com relação aos idosos — associando a velhice com problemas de saúde, melancolia e demência — do que com a real forma como os mais velhos encaram a terceira idade.

Assim, para entender o que os idosos pensam da velhice, os pesquisadores se basearam em dados obtidos a partir de um grupo aleatório de mil norte-americanos entre os 50 e 99 anos de idade. Em uma primeira fase, foram avaliadas questões relacionadas ao estado geral de saúde, funções mentais e depressão durante uma conversa telefônica. Na segunda fase, os participantes responderam a um questionário sobre suas percepções da terceira idade.


Mais maduro e feliz

Os cientistas descobriram que, como esperado, os mais velhos realmente sofrem de mais problemas de saúde física do que os mais jovens. Por outro lado, quando foi solicitado que os participantes qualificassem seu envelhecimento com notas em uma escala de 0 a 10, os pesquisadores descobriram que a pontuação mais alta também era proporcional às idades mais avançadas.

O estudo apontou ainda que os idosos se preocupam menos com algumas questões que costumam estressar os mais jovens. Além disso, enquanto a maioria das pessoas teme chegar à terceira idade, os mais velhos estão felizes por continuarem vivos e conscientes, além de se sentirem orgulhosos de tudo o que fizeram e conquistaram em suas vidas.

E mais: os seres humanos possuem a incrível habilidade de se adaptar às circunstâncias, e essa característica pode ser observada claramente nos idosos, que precisam se adaptar com resiliência ao progressivo declínio físico e mental.


Fonte: Discovery News, American Journal of Psychiatry

sábado, 27 de outubro de 2012

Cuidador de Pessoa Idosa

Projeto que regulamenta profissão passa pelo Senado


Brasília (DF) – A profissão de cuidador de pessoa idosa deu mais um passo para regulamentação. O Projeto de Lei 284/2011 que trata do tema foi aprovado no último dia 17 de outubro, em turno suplementar, pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Quem já atua como cuidador há pelo menos dois anos e não tem a qualificação exigida terá cinco anos para se adequar.

A proposta define que o cuidador de pessoa idosa é o profissional que desempenha funções de acompanhamento e assistência exclusivamente à pessoa idosa. A profissão poderá ser exercida por maiores de 18 anos que tenham ensino fundamental completo e curso de qualificação em instituição de ensino reconhecida. O projeto segue para a Câmara dos Deputados.

Entre as atividades desses profissionais estão: auxílio nas rotinas de higiene pessoal e de alimentação; cuidados preventivos de saúde; amparo na mobilidade; apoio emocional e ajuda para a convivência social do idoso. Medicamentos também podem ser administrados por cuidadores, desde que autorizados pelo profissional de saúde responsável pela prescrição.

A Associação dos Cuidadores de Idosos de Minas Gerais (Acimg), primeira entidade da categoria no Brasil, com cinco mil associados, diz que não há no Brasil um levantamento oficial do número de cuidadores de idosos, mas estima-se que sejam, no mínimo, 200 mil.

“A profissão já é reconhecida, mas não regulamentada. Agora, começamos a ter regras claras e bem definidas para quem atua ou quer atuar como cuidador de idosos”, explicou o presidente da Acimg, José Roberto Afonso.

O texto permite ao cuidador atuar tanto na casa do idoso como em asilos, hospitais ou até em eventos culturais e sociais. Quando as atividades forem realizadas na residência, o projeto prescreve que o contrato de trabalho siga as regras do empregado doméstico. Outro ponto da proposta diz que União, estados e municípios deverão integrar esses profissionais às equipes públicas de saúde e de assistência social.

A proposição é de autoria do senador Waldemir Moka (PMDB-MS) e foi aprovada na forma de substitutivo apresentado pela relatora, a senadora licenciada Marta Suplicy (PT-SP).


Fonte: DCI

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Atividade física na terceira idade pode prevenir encolhimento do cérebro

Pesquisa mostrou que grupo submetido à atividades de estimulação mental não teve o mesmo benefício

Pesquisa analisou dados de 638 pessoas com 70 anos

A atividade física regular na terceira idade pode ajudar a evitar o encolhimento do cérebro e outros sinais associados à demência, revela um novo estudo.

A pesquisa foi feita pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, e analisou dados de 638 pessoas com 70 anos que foram submetidas a exames cerebrais.

Os resultados mostraram que aqueles que eram fisicamente mais ativos tiveram menor retração do cérebro do que os que não se exercitavam.

Por outro lado, os que realizavam atividades de estimulação mental e intelectual, como fazer palavras cruzadas, ler um livro ou socializar com os amigos, não tiveram efeitos benéficos em relação ao tamanho do cérebro, constatou o estudo, publicado na revista Neurology.

Deterioração

A ciência já provou que a estrutura e funcionamento do cérebro se deterioram com o passar dos anos.

sábado, 15 de setembro de 2012

Veja os serviços públicos para problemas sexuais da terceira idade

Saiba onde encontrar consultas e tratamento para impotência.
Reposição hormonal também é oferecida para os idosos.

Rio de Janeiro (RJ) - O Bom Dia Rio mostrou na última quarta-feira (12) alguns serviços públicos para idosos que oferecem consultas e tratamento para problemas relacionados à sexualidade: impotência e reposição hormonal.

Secretaria Municipal de Saúde
Os idosos podem procurar um posto de saúde mais próximo à sua residência, ou podem ligar para o telefone 1746. Nos postos eles receberão um primeiro atendimento e, dependendo dos casos, eles serão encaminhados à unidade de referência.

A secretaria explica que não existe um serviço específico para saúde sexual na terceira idade e que os idosos são atendidos como o público em geral.

Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE)
O hospital possui atendimento de sexualidade, e todas as questões correlatas, dentro do Ambulatório de Medicina Integral. O atendimento é geral, para todas as idades, inclusive para a terceira idade.

O agendamento é no Ambulatório de Medicina Integral, Familiar e Comunitária do HUPE.
Endereço: Avenida 28 de setembro, 77 - Vila Isabel

Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI)
A questão também é abordada dentro do atendimento do Núcleo de Atenção ao Idoso (NAI) da Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI) da UERJ, no programa “Namorar com saúde”. As inscrições podem ser feitas a partir de novembro para participar das oficinas.

Endereço: Rua São Francisco Xavier 524, Bloco F, Sala 10147 – Maracanã – Rio de Janeiro
Contato: (21) 2334.0168

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Idosos: Tapetes de borracha, boa iluminação e barras de apoio reduzem risco de acidentes domésticos



Foto: Corbis Images
No Brasil existem cerca de 21 milhões de idosos segundo o IBGE. Cair e se machucar é uma das coisas que mais preocupam as pessoas da terceira idade. Há dois anos, a aposentada Júlia Buosi, de 77 anos, escorregou em casa e a queda foi inevitável. ”Eu estava andando, vinha lá de fora porque eu tinha lavado roupa e cheguei à porta da cozinha e aquela borrachinha de baixo da bengala estourou eu não tive controle e  eu cai de bruços, saiu o ombro do lugar e depois dois tendões estouraram.”
A coordenadora interina da Saúde do Idoso do Ministério da Saúde, Elen Pernin, diz que a maioria dos tombos acontece dentro de casa. Para evitar acidentes com idosos, a coordenadora diz que a principal medida é não encerar o chão e usar apenas tapetes de borracha. Mas outras dicas também são importantes: ”Uma luz sempre dentro do quarto. Um abajur que ele possa acender à noite porque muitos idosos levantam muito à noite. As escadas elas têm que ter corrimão, tem que ter um espaço maior entre um degrau e outro, de preferência, se a família conseguir colocar uma luz que se acenda quando o idoso vai passando para que ele tenha visibilidade melhor, ou então colocar uma faixa mais aderente na ponta da escada porque aí ele não escorrega tanto.”
Outro cuidado importante, segundo Elen Pernin, é colocar barras de apoio nos banheiros: ”Podem ser feitas até artesanal e tem que ter no sanitário, tem que ter aonde ele toma banho, na pia, dependendo da idade do idoso tem que ter também uma cadeira de apoio para que ele possa sentar e levantar no momento do banho.”
Elen Pernin lembra que uma casa com idosos não deve ter muitos móveis, para evitar que eles tropecem e caiam. Elen diz que quanto mais o espaço em casa estiver livre, melhor para o idoso circular com segurança.
Fonte: Hortência Guedes / Web Rádio Saúde (Contribuição: Despontar da Lua)

domingo, 29 de julho de 2012

Parkinson, por dentro do mistério


Este é um artigo da Revista Super Interessante -  Editora Abril , versão eletrônica, publicado em setembro de 2002 que achei interessante republicar.


As causas da doença de Parkinson ainda são desconhecidas. Mas novos tratamentos estão proporcionando aos pacientes uma vida mais produtiva e satisfatória.


por Maria Fernanda Vomero / Adriano Sambugaro

As primeiras mudanças no organismo não chamam a atenção. No início, aparece uma sensação constante de cansaço ou mal-estar no fim do dia. Depois, vêm as dores musculares, especialmente na região lombar. Aos poucos, a caligrafia tende a ficar menos legível. Sem motivo aparente, o paciente se sente deprimido e irritadiço. A voz torna-se monótona e menos articulada e os movimentos vão ficando vagarosos. Pernas e braços parecem rígidos. Atividades cotidianas, como abotoar uma blusa, antes executadas com facilidade, viram tarefas complicadas. Mas o susto vem quando, subitamente, aparece o tremor.

Pode ser resultado da rotina estafante, pensa o paciente. Mas o incômodo não passa. Depois de uma peregrinação por consultórios médicos, o diagnóstico geralmente acontece por exclusão. O neurologista descarta a hipótese de um derrame cerebral ou do efeito de uma medicação qualquer. “Você tem Parkinson, uma doença neurodegenerativa”, afirma. “Os principais sintomas são motores.” Na mente angustiada do paciente, surpreendido pela notícia, pipocam imagens de decrepitude física como se o diagnóstico de Parkinson fosse uma condenação ao isolamento pelo resto da vida. Nada mais ilusório.

A doença de Parkinson integra o rol das enfermidades ligadas ao envelhecimento. Acomete pessoas na faixa dos 60 anos de idade em diante, mas pode, eventualmente, aparecer antes – como no caso do ator canadense Michael J. Fox, que descobriu a doença aos 30 anos. Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde, atualmente a doença atinge 4,7 milhões de indivíduos em todo o planeta. Devido à maior expectativa de vida da população mundial, o número de casos de Parkinson tende a crescer. Por isso, cientistas têm se debruçado com ávido interesse sobre a doença, buscando decifrar suas misteriosas causas e, assim, tornar possíveis tanto a prevenção quanto a cura.

Quem descreveu a enfermidade pela primeira vez foi o médico inglês James Parkinson, na monografia entitulada “Um Ensaio sobre a Paralisia Agitante”, de 1817. Antes, existiam na literatura médica apenas menções a sintomas isolados. Décadas mais tarde, o neurologista francês Jean-Martin Charcot constatou que a tal “paralisia agitante” não era bem uma paralisia, mas sim rigidez muscular, e que nem todos os pacientes apresentavam tremor. Decidiu, então, rebatizar a doença com o nome de Parkinson, como uma homenagem ao pioneiro no assunto.

A doença de Parkinson se desenvolve quando células de uma pequena área do cérebro, chamada de “substância negra” devido à sua pigmentação escura, começam a morrer progressivamente. Esses neurônios jurados de morte são responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor – ou seja, um mensageiro químico – incumbido de transmitir informações às áreas cerebrais que comandam os movimentos. Como as células vão se degenerando, a quantidade normal de dopamina deixa de ser liberada e, assim, surgem falhas nos mecanismos de controle motor do indivíduo.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Atividades em Piracicaba marcam o Dia Mundial do Parkinson nesta 4ª

Palestras e atrações culturais compõem a programação totalmente gratuita. Ação é organizada pelo curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera.

Evento marca Dia Mundial da Doença de Parkinson
(Foto: Divulgação/Faculdade Anhanguera)
Piracicaba (SP) - A Faculdade Anhanguera de Piracicaba promove, nesta quarta-feira (11), Dia Mundial da Doença de Parkinson, um evento com palestra, exposição, atividades lúdicas, música e, principalmente, informações sobre esta doença, que apenas no Brasil tem mais de 200 mil portadores, segundo dados do Ministério da Saúde. Toda a programação é gratuita e aberta ao público. O encontro, organizado pelo curso de Fisioterapia, será realizado no anfiteatro da instituição, das 15h às 18h.

“É preciso conhecer e principalmente reconhecer a Doença de Parkinson, pois só dessa maneira é possível a realização de um tratamento precoce e eficaz. Além de marcar a data, nosso objetivo é mostrar que os parkinsonianos podem ter uma vida mais ativa e independente, sem preconceitos”, explica a professora Maria Thereza Munhoz Severi, coordenadora do curso e supervisora da Clínica de Fisioterapia da Anhanguera de Piracicaba.

Atrações

O evento também contará com apresentações do coral da Associação de Parkinson de Piracicaba, atividades lúdicas simulando ações do dia-a-dia e uma palestra sobre superação com a dermatologista Ceres Regina Domingues Franco. Trabalhos feitos em óleo sobre papel do artista plástico João Bonetti, que tem a doença de Parkinson, também estarão expostos na faculdade.

Doença de Parkinson: Causas, Sintomas e Tratamento

11 de abril - Dia de Conscientização da Doença de Parkinson

Dia Mundial do Parkinson: Estudo Epidemológico

terça-feira, 10 de abril de 2012

Comissão de Saúde promove audiência sobre o Mal de Parkinson


Salvador (BA) - Como forma de marcar o Dia Internacional do Mal de Parkinson, que é nesta quarta-feira (11), a Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa (AL) realizou audiência pública sobre a doença nesta terça-feira (10). O evento, realizado para discutir os problemas enfrentados pelas pessoas que sofrem com o mal, normalmente caracterizado por tremores no corpo, reuniu representantes da Associação Gruparkinson Bahia; do Centro de Referência Estadual de Atenção a Saúde do Idoso (Creasi); e das secretarias Municipal da Saúde de Salvador e Estadual da Saúde da Bahia.

O presidente do Gruparkinson Bahia, Genário Lemos, que tem a doença há 14 anos, citou algumas dificuldades dos parkinsonianos. “Nosso corpo é limitado. Hoje estou falando bem, mas tem dia que eu estou afônico. A vida do parkinsoniano é dura. A sociedade pouco conhece a doença. Nós somos confundidos com bêbados. Temos dificuldades de acesso a médicos especialistas e aos medicamentos”, declara.

Conforme a vice-presidente da Comissão de Saúde, deputada Graça Pimenta (PR), é necessário evitar que a doença traga mais complicações ao paciente. “O mal de Parkinson é progressivo e degenerativo. O tratamento da doença não pode ser descontinuado. Os pacientes têm dificuldades de locomoção que podem gerar outros problemas, a exemplo de fraturas por conta de quedas. Evitar mais complicações é fundamental. Temos que buscar meios de solucionar os problemas, para que os parkinsoniansos tenham qualidade de vida”, declara.