"Eu não tenho idade. Tenho vida." (Vânia Toledo)
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domingo, 6 de setembro de 2015

Terceira idade: nova identidade, reinvenção da velhice ou experiência geracional?

Artigo

Por Luna Rodrigues Freitas Silva - Psicóloga clínica. Mestre em Saúde Coletiva pelo IMS–UERJ.Endereço eletrônico: lunarodrigues@yahoo.com.br.

Foto: Internet

RESUMO

Este artigo trata das inovações acerca dos modos e das experiências de envelhecer que se vêm configurando nos últimos anos. Hábitos, imagens, crenças e condutas atreladas ao envelhecimento vêm–se alterando de forma significativa, determinando o surgimento do que se convenciona chamar de experiência da terceira idade. Mas, ainda que represente inovação e, sob muitos aspectos, seja descrita como uma reformulação extremamente positiva das possibilidades de envelhecer, o surgimento da terceira idade gera também questionamento e debate. Para compreender o estatuto desta experiência que surge no cenário contemporâneo, procederemos a um mapeamento da discussão acerca da terceira idade na literatura especializada, mais especificamente no que se refere a seu caráter de inovação em relação à identidade da velhice. Três hipóteses se destacam nesta análise: a primeira sugere que a terceira idade pode ser entendida como uma nova identidade, autônoma e diferenciada da identidade da velhice; a segunda, que seu surgimento pode ser compreendido como uma negação social da velhice propriamente dita; e, finalmente, a terceira hipótese supõe que as características da terceira idade são tributárias da experiência geracional de determinado grupo social. As principais hipóteses de entendimento da terceira idade são apresentadas e discutidas tendo em vista as possibilidades de criação, diversificação e inovação da experiência subjetiva.

Palavras–chave: envelhecimento; identidade; terceira idade.


Introdução

Ao observarmos o processo de envelhecimento na contemporaneidade, identificamos o surgimento de condutas, hábitos, crenças e imagens que alteram significativamente as concepções tradicionalmente associadas às etapas mais tardias da vida. No lugar das tradicionais imagens que articulavam o envelhecimento somente ao descanso, à quietude e à inatividade, surge um modelo identitário que inclui, em sua definição, o estímulo à atividade, a aprendizagem, a flexibilidade, o aumento da satisfação pessoal e a formação de vínculos afetivos inéditos.

Estas características estão reunidas sob o signo da "terceira idade", o rótulo que vem sendo utilizado para identificar a nova sensibilidade que passa a compor o processo de envelhecimento. No entanto, a inovação trazida pelo fenômeno da terceira idade é não só valorizada, mas também muito criticada, tanto nos meios acadêmicos dedicados ao seu estudo como em outros setores da sociedade. Pode–se verificar que a terceira idade gera polêmica e discussão. Mas, do que trata esta polêmica? Quais são os principais argumentos que permeiam o debate? Como vem sendo qualificado o fenômeno da terceira idade?

Neste artigo, pretendemos mapear a discussão sobre o fenômeno da terceira idade na literatura especializada, especialmente no que se refere à sua inovação em relação aos modelos de envelhecimento até então vigentes. O debate acerca do fenômeno da terceira idade inclui a suposição de que a mesma pode ser entendida como uma nova identidade, autônoma e diferenciada da identidade da velhice; que o seu surgimento representa, de fato, uma espécie de negação social da velhice propriamente dita; e, ainda, que o fenômeno que a constitui é a experiência de envelhecimento de uma geração específica, não passível de transposição para futuras gerações. Deste modo, parece–nos possível acrescentar informações relevantes ao entendimento deste novo fenômeno, que transforma os modos de envelhecer e se apresenta como desafio para os profissionais empenhados em compreendê–los.


A terceira idade é uma nova identidade etária?

Peter Laslett (1989) foi um dos primeiros autores a propor o entendimento da terceira idade como uma nova e diferenciada etapa da vida, que se interpõe entre a idade adulta e a velhice propriamente dita1. Para o autor, as mudanças demográficas e, principalmente, o aumento da expectativa de vida trouxeram transformações surpreendentes para o curso da vida e exigiram a criação de novos "mapas de vida" (LASLETT, 1989, p.viii). De fato, a extensão do curso da vida torna disponível aos sujeitos algumas décadas ou, no mínimo, anos de vida, cujo sentido não está disponível no campo social e, portanto, precisa ser formulado. Laslett questiona: "como iremos utilizar essa inesperada, surpreendente liberação da mortalidade? Como iremos nos comportar agora que todos podemos esperar sobreviver a praticamente o limite natural máximo da vida, seja ele qual for?"2 (p. I).

domingo, 3 de março de 2013

Cientistas dizem que Alzheimer faz parte do processo evolutivo do homem

Foto: Internet

Burgos (Espanha) - O mal de Alzheimer é o "preço" que os "Homo sapiens" devem pagar para que seus cérebros possam evoluir, segundo um estudo apresentado nesta quinta-feira na cidade de Burgos, na Espanha.

O estudo, realizado pelo cientista do Centro Nacional de Pesquisa Humana Emiliano Bruner e pela neuropsiquiatra Heidi Jacobs, do Instituto Alemão de Neurociência de Jülich, foi publicado na revista "Journal of Alzheimer's Disease".

Para Bruner, esse trabalho abre um novo campo de pesquisa sobre a doença, que até agora era associada aos danos celulares nas áreas temporais e frontais do cérebro.

Foto: Internet

No entanto, a pesquisa desenvolvida durante os últimos três anos tinha como objeto de estudo uma fase mais adiantada do Alzheimer, caracterizada por um defeito metabólico nas áreas parietais (parte central) do cérebro, que são responsáveis pela capacidade cognitiva que diferencia o homem do resto dos animais, inclusive dos outros primatas.

O cientista também afirmou que a maior mudança no cérebro humano nos últimos 5 milhões de anos foi o desenvolvimento das áreas parietais.

A consequência é uma "grande vantagem cognitiva", apesar de ela causar "efeitos secundários", já que a parte central do cérebro pode apresentar temperaturas elevadas que prejudicam seu funcionamento, além de requerer intensa atividade vascular - que pode ser associada à toxicidade e ao alto consumo de energia -, fatores que geram problemas metabólicos.

De acordo com Bruner, "um motor muito potente e específico das áreas parietais é extremamente sensível, e por isso pode acabar sofrendo um processo de neurodegeneração".

Por isso, ele acredita que os danos causados nas áreas temporais e frontais, associados ao Alzheimer, não são a causa da doença, mas uma de suas consequências.

Bruner explicou que a identificação das áreas parietais como origem do Alzheimer justifica o fato de essa doença não afetar outras espécies, já que se trata de uma zona exclusiva do "Homo sapiens".

O pesquisador reconheceu que ainda não foi possível determinar em qual momento do processo evolutivo esse problema apareceu, já que o cérebro não pode ser estudado. Além disso, indicadores da doença nunca foram encontrados nos ossos do crânio.

Ele considerou "lógico" que a seleção natural não tenha eliminado o Alzheimer, pois a doença surge sobretudo em idades avançadas, quando o indivíduo já não pode mais se reproduzir.

O cientista insistiu que seu trabalho não busca uma cura para a doença, mas uma interpretação diferente que indica a necessidade do envolvimento de profissionais de várias disciplinas, inclusive aqueles que se dedicam aos estudos comparativos entre primatas humanos e não humanos.


Fonte: Yahoo Notícias

domingo, 16 de dezembro de 2012

Estudo aponta que a velhice pode ser a melhor idade sim!

Pesquisadores sugerem que o envelhecimento pode ser um processo muito mais positivo do que se pensava.

(Fonte da imagem: Thinkstock)

De acordo com o site Discovery News, um estudo publicado pelo American Journal of Psychiatry sugere que a velhice, apesar de normalmente vir acompanhada do progressivo declínio físico e mental, também pode ser um processo muito mais positivo do que se pensava.

Aparentemente, o “envelhecer” parece estar mais relacionado com os estereótipos que os mais jovens criam com relação aos idosos — associando a velhice com problemas de saúde, melancolia e demência — do que com a real forma como os mais velhos encaram a terceira idade.

Assim, para entender o que os idosos pensam da velhice, os pesquisadores se basearam em dados obtidos a partir de um grupo aleatório de mil norte-americanos entre os 50 e 99 anos de idade. Em uma primeira fase, foram avaliadas questões relacionadas ao estado geral de saúde, funções mentais e depressão durante uma conversa telefônica. Na segunda fase, os participantes responderam a um questionário sobre suas percepções da terceira idade.


Mais maduro e feliz

Os cientistas descobriram que, como esperado, os mais velhos realmente sofrem de mais problemas de saúde física do que os mais jovens. Por outro lado, quando foi solicitado que os participantes qualificassem seu envelhecimento com notas em uma escala de 0 a 10, os pesquisadores descobriram que a pontuação mais alta também era proporcional às idades mais avançadas.

O estudo apontou ainda que os idosos se preocupam menos com algumas questões que costumam estressar os mais jovens. Além disso, enquanto a maioria das pessoas teme chegar à terceira idade, os mais velhos estão felizes por continuarem vivos e conscientes, além de se sentirem orgulhosos de tudo o que fizeram e conquistaram em suas vidas.

E mais: os seres humanos possuem a incrível habilidade de se adaptar às circunstâncias, e essa característica pode ser observada claramente nos idosos, que precisam se adaptar com resiliência ao progressivo declínio físico e mental.


Fonte: Discovery News, American Journal of Psychiatry

domingo, 22 de julho de 2012

Osteoporose


Definição


Osteoporose é o afinamento do tecido ósseo e a perda progressiva da densidade óssea e pode resultar de doença, deficiência alimentar ou hormonal ou idade avançada. Exercícios regulares e suplementos vitamínicos e minerais podem reduzir e inclusive reverter a perda de densidade óssea.


Foto: ADAM
Osso normal e osso com osteoporose



















Nomes alternativos : Ossos finos

Causas, incidência e fatores de risco


A osteoporose é o tipo mais comum de doença óssea.
Pesquisadores estimam que aproximadamente 1 em cada 5 mulheres americanas com mais de 50 anos tem osteoporose. Em torno da metade de todas as mulheres com mais de 50 anos de idade sofrerão uma fratura do quadril, do punho ou da vértebra (ossos da coluna vertebral).
A osteoporose ocorre quando o corpo deixa de formar material ósseo novo suficiente ou quando muito material dos ossos antigos é reabsorvido pelo corpo, ou ambos.
Veja no Terceira Idade Melhor como evitar a osteoporose comendo
O cálcio e o fosfato são dois minerais essenciais à formação normal dos ossos. Durante a juventude, o corpo usa esses minerais para produzir ossos. Se a ingestão de cálcio não é suficiente ou se o corpo não absorve quantidade suficiente de cálcio da alimentação, a produção de ossos e tecidos ósseos pode ser afetada.

Foto: ADAM
Benefícios do cálcio



















À medida que você envelhece, o cálcio e o fosfato podem ser reabsorvidos de volta para o corpo a partir dos ossos e, nesse caso, o tecido ósseo torna-se mais fraco. Isso pode resultar em ossos quebradiços e frágeis, que são mais suscetíveis a fraturas, mesmo sem lesões.
Em geral, a perda ocorre gradualmente com o passar dos anos. Na maioria das vezes, a pessoa irá sofrer uma fratura antes de se dar conta da presença da doença. Quando isso ocorre, a doença já se encontra em um estado avançado, e o dano é grave.
As principais causas da osteoporose são uma queda no estrogênio em mulheres na época da menopausa e uma queda na testosterona nos homens. Mulheres com mais de 50 anos e homens com mais de 70 anos têm risco maior de osteoporose.
Outras causas incluem:
  • Estar confinado a uma cama
  • Artrite reumatóide crônica, doença renal crônica, distúrbios alimentares
  • Tomar medicamentos corticosteroides (prednisona, metilprednisolona) todos os dias por mais de 3 meses ou tomar alguns anticonvulsivos
  • Hiperparatireoidismo
Mulheres brancas, especialmente aquelas com um histórico familiar de osteoporose, têm um risco maior de desenvolver a doença.
Outros fatores de risco:
  • Ausência de períodos menstruais (amenorreia) por longo período
  • Alto consumo de álcool
  • Histórico familiar de osteoporose
  • Histórico de tratamento com hormônios para câncer de próstata ou câncer de mama
  • Baixo peso corporal
  • Fumo
  • Baixa quantidade de cálcio na dieta

Sintomas


Não existem sintomas nos estágios iniciais da doença.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Cientistas descobrem mutação genética que previne Alzheimer



Cientistas islandeses descobriram uma mutação genética que protege contra o Mal de Alzheimer e o comprometimento cognitivo causado pelo envelhecimento, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista científica britânica "Nature".

Uma equipe do centro "deCODE Genetics" de Reykjavik (Islândia), liderado por Kari Stefansson, estudou o genoma completo de 1.795 islandeses e descobriu uma mutação no gene APP, que reduziria em até 40% a formação da proteína amiloide em idosos saudáveis.

Esta proteína é uma substância insolúvel que se acumula no cérebro dos pacientes formando placas e que é responsável pela aparição do Alzheimer, uma doença sofrida por um quarto dos maiores de 90 anos.

"Pelo que sabemos até agora, (esta mutação) representa o primeiro exemplo de uma alteração genética que confere uma proteção forte contra o Mal de Alzheimer", afirma Stefansson em seu artigo.

Esta mesma mutação frearia a deterioração cognitiva dos idosos sem Alzheimer, por isso os pesquisadores acreditam que os dois transtornos compartilham os mesmos ou similares mecanismos.

O estudo mostrou que a função cognitiva dos idosos de 80 a 100 anos portadores dessa mutação funcionava muito melhor que a daqueles que não a tinham.

Stefansson considera que o Alzheimer poderia representar o caso mais extremo de deterioração da função cognitiva relacionado à idade.

Até o momento, os cientistas descobriram 30 mutações no gene APP, 25 das quais se consideram causadoras da doença em idades avançadas, mas esta é a primeira vez que se detecta uma mutação relacionada com a aparição do Alzheimer em idosos.

Mais de 5% dos maiores de 60 anos sofrem de algum tipo de demência e, em dois terços dos casos, se trata de Alzheimer.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Exames cardíacos podem prever futuros ataques em idosos

Um teste para medir a atividade elétrica do coração pode ajudar a prever futuros ataques cardíacos nos adultos saudáveis maiores de 70 anos, destacou nesta terça-feira um estudo feito nos Estados Unidos. Os cientistas fizeram um acompanhamento com 2.192 adultos saudáveis de 70 a 79 anos por um período de 8 anos, segundo o estudo publicado no Journal of the American Medical Association.

Os indivíduos começaram sua participação no estudo submetendo-se a um eletrocardiograma, também conhecido como EKG ou ECG, exame que mede o estado geral do coração. As pessoas que apresentaram anomalias em seus eletrocardiogramas tiveram um risco maior de desenvolver doenças cardíacas no curso do estudo do que as pessoas cujos ECG foram normais, inclusive depois que os cientistas ajustaram os fatores de risco como diabetes e colesterol alto.

Aqueles que mostraram anomalias menores no primeiro exame tinham um risco 35% maior de sofrer um ataque do coração, enquanto aqueles com anomalias importantes tinham um risco 51% maior. "Esta pesquisa capta a informação de um eletrocardiograma e a soma a outros fatores de risco tradicionais para prever melhor quem vai ter um ataque do coração", disse o co-autor Douglas Bauer, diretor do programa de pesquisa de medicina geral interna da divisão de São Francisco da Universidade da Califórnia.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Estudo diz que dormir fica melhor com a idade


Ao contrário da crença popular, pessoas mais velhas não sofrem de tantos problemas relacionados ao sono quanto os mais jovens e ter uma boa noite de descanso fica, na verdade, mais fácil com a idade, indicou um estudo norte-americano divulgado nesta quinta-feira.

Com base em uma pesquisa feita por telefone com mais de 150 mil americanos adultos, pessoas por volta de 80 anos tinham menos reclamações sobre seus companheiros à noite, enquanto aqueles na meia-idade, particularmente mulheres, se queixaram mais.

"Isso vai de encontro ao senso comum", explicou Michael Grandner, principal autor do estudo, publicado no periódico Sleep. "Esses resultados nos obrigam a repensar o que sabemos sobre o sono de pessoas mais velhas - homens e mulheres".

sábado, 13 de agosto de 2011

Políticas públicas e direitos do Idoso: Desafios da Agenda Social do Brasil Contemporâneo




Maria das Graças Melo de Fernandes é docente do Departamento de Enfermagem-DEMCA da UFPB e aluna do Programa de Pós-Graduação em Sociologia [Doutorado] – CCHLA/UFPB.

 
Sérgio Ribeiro dos Santos é docente do Departamento de Enfermagem-DEMCA da UFPB e aluno do Programa de Pós-Graduação em Sociologia [Doutorado] – CCHLA/UFPB.



1. Introdução

Em todo o mundo, o contingente de pessoas com idade igual ou superior a sessenta anos tem crescido rapidamente. No final do século passado, eram estimados 590 milhões de indivíduos nessa faixa etária, sendo projetado para 2025 o montante de um bilhão e duzentos milhões, atingindo dois bilhões em 2050. Neste ano, pela primeira vez na história da humanidade, as pessoas idosas superarão as crianças com idade entre zero quatorze anos, correspondendo, respectivamente, a 22,1% e 19,6%, segundo a World Health Organization (2002), fenômeno esse acontecido no final do século passado, no ano 2000, em alguns países desenvolvidos como Alemanha, Japão e Espanha, conforme dados da organização das Nações Unidas (2003).

O Brasil é um país que envelhece a passos largos. No início do século XX, um brasileiro vivia em média 33 anos, ao passo que hoje sua expectativa de vida ao nascer constitui 68 anos (Veras, 2003). Esse autor ressalta também que, em nosso país, o número de idosos passou dos dois milhões, em 1950, para seis milhões em 1975 e, para 15,4 milhões, em 2002, significando um aumento de 700%. Estima-se, ainda, para 2020, que esta população alcance os 32 milhões.

Cabe destacar que, em todo o mundo, a população idosa está envelhecendo, intensificando a heterogeneidade dentro do próprio grupo etário. Conforme Camarano (2002), as proporções da população “mais idosa”, ou seja, a de oitenta anos e mais, no total da população brasileira, está aumentando em ritmo bastante acelerado, embora ainda represente um contingente pequeno. De 166 mil pessoas em 1940, o segmento “mais idoso” passou para quase 1,9 milhões em 2000.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Qualidade de Vida na Terceira Idade


Dra. Olga Inês Tessari
- Psicóloga, Psicoterapeuta e Pesquisadora

A chegada à Terceira Idade traz consigo limitações sobre um corpo já muito vivido. Já não se tem a mesma vitalidade, a rapidez dos movimentos e do raciocínio, a mesma coordenação motora da época da juventude. Há mais tempo disponível, mas os idosos não sabem o que fazer com ele... Acostumados a fazer,
não sabem o que é ser...



A qualidade de vida na Terceira Idade pode ser definida como a manutenção da saúde, em seu maior nível possível, em todos aspectos da vida humana: físico, social, psíquico e espiritual (Organização Mundial de Saúde,1991).

Do ponto de vista físico, o fator mais importante na manutenção da saúde é o cuidado com a alimentação – existe até um ditado popular que versa sobre o assunto: somos o que comemos... Uma alimentação saudável implica em suprir o organismo com todos os nutrientes de que ele necessita para o seu bom funcionamento e para a conservação de um peso estável, fatores importantes na prevenção de várias doenças.

Visitas regulares ao médico são fundamentais para prevenir, diagnosticar e tratar possíveis doenças que possam diminuir a qualidade de vida.

domingo, 3 de julho de 2011

Terceira Idade - Atividade Física e Saúde no Idoso


Posição oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia



Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, Elizabete Viana de Freitas, Marcos Aurélio Brazão de Oliveira, Marcelo Bichels Leitão, José Kawazoe Lazzoli, Ricardo Munir Nahas, Cláudio Aparício Silva Baptista, Félix Albuquerque Drummond, Luciano Rezende, Josbel Pereira, Maurílio Pinto, Rosana Bento Radominski, Neiva Leite, Edilson Schwansee Thiele, Arnaldo José Hernandez, Cláudio Gil Soares de Araújo, José Antonio Caldas Teixeira, Tales de Carvalho, Serafim Ferreira Borges, Eduardo Henrique De Rose


INTRODUÇÃO
Esta publicação representa o posicionamento oficial e conjunto da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME) e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) sobre atividade física e saúde em indivíduos idosos. O propósito deste documento é divulgar os conceitos atuais referentes ao tema de forma prática e objetiva, visando ampliar a recomendação da prática de atividade física pelos profissionais de saúde que lidam com indivíduos idosos. Os interessados em se aprofundar no tema devem consultar a bibliografia relacionada.

JUSTIFICATIVA
Com o advento de inúmeros medicamentos que permitiram maior controle e um tratamento mais eficaz das doenças infecto-contagiosas e crônico-degenerativas, aliados aos avançados métodos diagnósticos e ao desenvolvimento de técnicas cirúrgicas cada vez mais sofisticadas e eficientes, houve um aumento significativo da expectativa de vida do homem moderno. A conseqüência natural disto foi o aumento da vida média do homem que hoje se situa em torno de 66 anos (20 anos a mais do que em 1950). Atualmente, estima-se que a cada 10 indivíduos no mundo, um tenha mais de 60 anos, idade acima da qual o indivíduo é considerado idoso no nosso meio, segundo a Organização Mundial da Saúde.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Participação Social e Cidadania na Terceira Idade: A experiência do Serviço Social com os alunos da UNATI/UERJ

Alzira Tereza Garcia Lobato 1
Ana Paula do Nascimento 2
Conceição de Maria Goulart Braga Cuba 3
Livania de Oliveira Conceição 4

(1. Profa. Assist. da FSS/UERJ, Mestre em Serviço Social, Pesquisadora UnATI/UERJ ; 2. Graduanda em Serviço Social da UERJ, Bolsista de Estágio Interno da UnATI/UERJ ; 3. Assistente Social, Mestre em Serviço Social PUC/Rio, colaboradora da UnATI/UERJ ; 4. Graduanda em Serviço Social da UERJ, Bolsista de Extensão da UnATI/UERJ )




INTRODUÇÃO:
A estrutura etária da população brasileira vem sofrendo significativas transformações nas últimas décadas e estas têm se expressado, dentre outras formas, no envelhecimento da população do país. Segundo dados do IBGE (2002), a população com 60 anos ou mais no Brasil é composta de 14,5 milhões de pessoas. Entretanto, o processo de envelhecimento não se restringe apenas à sua dimensão demográfica. Ele é multifacetado, sendo fortemente influenciado por fatores como: classes sociais, gênero, etnia, localização geográfica, nível educacional e representações culturais; elementos estes que não podem ser negligenciados na elaboração das políticas e serviços para a população idosa de nosso país. No entanto, a criação de políticas em resposta à “questão da velhice” é algo relativamente novo no Brasil, onde um número expressivo de idosos ainda desconhece a legislação social que os protege. Neste sentido destacamos a importância dos Programas de Terceira Idade, pois, são espaços potencializadores de ações que estimulam o protagonismo dos idosos na efetivação de seus direitos e na conquista de seu espaço social. O presente trabalho resulta do Projeto de Extensão “Idosos da UnATI em Ações de Participação Social” desenvolvido, desde 1993, na Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI), localizada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Nosso objetivo é relatar a experiência do Serviço Social na capacitação dos idosos da UnATI/UERJ através do processo de educação para cidadania.