"Eu não tenho idade. Tenho vida." (Vânia Toledo)
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domingo, 22 de novembro de 2015

Tristeza na terceira idade: entenda os perigos da depressão em idosos

Uma das maiores autoridades da psicogeriatria, Charles Reynolds trabalha para encontrar formas de prevenir a doença em países pobres


O mundo está envelhecendo — e se entristecendo. Só no Brasil, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2013 (publicada em 2014), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os idosos são os que mais sofrem com a depressão. Dos 11,2 milhões de adultos diagnosticados com a doença naquele ano, a faixa etária mais afetada foi a de 60 a 64 anos: 11,1% do total.

Charles Reynolds, professor de psiquiatria geriátrica do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, é referência nos estudos que articulam velhice e depressão. Conversamos com o médico durante a 33ª edição do Congresso Brasileiro de Psiquiatria. Reynolds, diretor do Instituto do Envelhecimento da universidade norte-americana, comanda ainda o John A. Hartford Center of Excellence in Geriatric Psychiatry (Centro de Excelência em Psiquiatria Geriátrica, em tradução livre). O trabalho dele tem como foco a medicina preventiva.


Charles Reynolds

Luto, mudanças de humor, distúrbios do sono e distúrbios mentais na terceira idade são alguns dos temas abordados em suas mais de 600 publicações — que foram citadas em mais de 36 mil outros trabalhos. “Nossos trabalhos estão se destacando nos jornais especializados de maior impacto no mundo, como o Lancet, o The New England Journal of Medicine, o Jama e o The British Medical Journal”, enumera. “Com nossas pesquisas, tentamos atingir o público médico geral, além do público médico especializado em saúde mental.”

Cofundador do Global Consortium on Depression Prevention (Consórcio Global para a Prevenção da Depressão), uma rede que reúne investigadores das Américas, da Europa, do Japão, da Austrália e da Nova Zelândia, o médico também trabalha para encontrar formas de prevenir a doença em países com poucos recursos financeiros. Seu mais recente trabalho, publicado pela revista especializada Lancet, fala sobre os perigos da resistência ao tratamento, comum em pacientes idosos. “A resistência ao tratamento é um transtorno psiquiátrico comum e com grave risco de vida para pessoas idosas”, alerta.


A depressão em idosos está aumentando ou diminuindo?

Como as pessoas estão vivendo mais e desenvolvendo mais problemas médicos e neurológicos, podemos ver um aumento nos sintomas depressivos. Mas acho que, de alguma forma, a boa notícia é que estamos aprendendo como prevenir a depressão e já sabemos como tratar melhor a doença. Estamos tentando ensinar a nossos colegas da atenção primária a importância de rastrear a depressão para que, assim que identificada, a doença possa ser tratada adequadamente.


Idosos são mais propensos a desenvolver depressão?

Alguns idosos sim, especialmente os que estão sob cuidados médicos ou hospitalizados. Quanto mais grave a comorbidade, quanto mais incapacitante a doença que o idoso estiver enfrentando for, maiores as chances de ele desenvolver depressão. Depressão em idosos é muito mais cruel que comorbidades médicas, cognitivas e/ou incapacitantes. Se você observar a comunidade idosa como um todo, os níveis de depressão são, na verdade, menores em idosos que em adultos. Mas se você olha o cenário clínico — idosos que estão com a saúde prejudicada ou que têm problemas psicossociais —, você realmente encontra níveis maiores de depressão.


Em vários trabalhos, o senhor cita biomarcadores que seriam indicativos de depressão. A ciência já sabe quais seriam esses biomarcadores?

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Contato com a natureza melhora o sono de idosos

Pesquisa analisou dados referentes a dificuldades para dormir de 255.171 participantes de um grande levantamento feito pelo Centro de Controle de Doenças (CDC) norte-americano


Frequentar áreas verdes favorece a prática de exercícios, que ajudam na hora dormir
O contato frequente com áreas verdes — parques, praias e até mesmo um bom quintal — ajuda os idosos a dormirem melhor. A relação foi constatada por cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, e detalhada na edição mais recentes da revista Preventive Medicine. “Estudos mostram que o sono inadequado está associado a declínios na saúde mental e física, à função cognitiva reduzida e ao aumento da obesidade. Este de agora prova que a exposição a um ambiente natural pode ajudar as pessoas a terem a noite de que precisam para se proteger”, disse, em comunicado, Diana Grigsby-Toussaint, líder do estudo.

Os cientistas chegaram à conclusão após analisar dados referentes a dificuldades para dormir de 255.171 participantes de um grande levantamento feito pelo Centro de Controle de Doenças (CDC) norte-americano. Também consideraram um índice que classifica as áreas geográficas do país conforme as características naturais e a incidência de raios solares. Segundo Grigsby-Toussaint, a luminosidade interfere no funcionamento do ciclo circadiano, que ajusta o relógio biológico do corpo, controlando, por exemplo, o apetite e o sono.

A tese dos pesquisadores é a de que, além do efeito sobre esse mecanismo natural, ter mais contato com áreas verdes está associado a maior disponibilidade para as atividades físicas, e a prática de exercícios prevê padrões de sono benéficos. A resposta mais comum dos entrevistados foi a de que tinham dormido mal menos de sete dias por mês. “Curiosamente, os indivíduos que relataram ter entre 21 a 29 dias de sono insuficiente foram aqueles que tiveram menor acesso a áreas verdes e amenidades naturais em comparação aos que relataram menos de uma semana de sono ruim”, conta Grigsby-Toussaint.

Para os homens, a relação entre o contato com os espaços naturais e menor problemas para dormir foi ainda mais forte. A líder do estudo acredita que as mulheres sejam menos beneficiadas porque, por motivos de segurança, têm receio de frequentar esses ambientes. Grigsby-Toussaint propõe alternativas: “Nossos resultados fornecem um incentivo para que lares e comunidades com muitos aposentados projetem edifícios com mais iluminação, criem trilhas e espaços de jardim e forneçam áreas ao ar livre seguras que estimulem a atividade física entre os idosos”.


Fonte: Sites Uai

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Terceira idade no Brasil ainda tem desafios

Ranking mostra que país ocupa o 56º lugar e que previdência é positiva. Mas acesso a serviços básicos e valorização social devem ser superados

Idosos fazem aula de ginástica na Polônia: estímulos são fundamentais para qualidade de vida

O idoso brasileiro está vivendo mais, mas a qualidade desses anos ainda deixa a desejar. A informação faz parte do último relatório Global AgeWatch Index, que avalia os melhores lugares para se viver na terceira idade. Entre as 96 nações analisadas pelo índice divulgado ontem, o Brasil figurou no 56º lugar. O documento mostra que, no país, os cidadãos acima de 60 anos têm, em média, 21 anos a mais pela frente. O índice é compatível com a média mundial. No entanto, a falta de acesso a serviços básicos como transporte e segurança compromete a qualidade de vida da população da terceira idade no Brasil.

A longevidade é apenas um dos 13 indicadores considerados no trabalho que avalia anualmente a qualidade de vida dos idosos no mundo. O levantamento leva em conta quatro categorias de fatores que afetam aqueles que passaram dos 60 anos: a segurança de renda, a saúde, características de um ambiente propício para os idosos e condições de emprego e de educação. Em primeiro lugar no ranking, está a Suíça, seguida pela Noruega, pela Suécia e pela Alemanha.

O relatório mostra que o Brasil se destaca pelo seu amplo programa de previdência, que atende a 86% dos seus idosos e mantém grande parte da população mais velha fora da linha da pobreza – na maioria dos países de baixo e médio rendimento, apenas uma em cada quatro pessoas acima dos 65 anos recebe uma pensão. A colocação do país também representa uma tímida melhora em relação ao levantamento global realizado no ano passado, quando o Brasil estava no 58º lugar da lista mundial. O país conquistou o 12º lugar entre os países latino-americanos e ficou em segundo entre as nações do grupo Brics – formado ainda por China, Rússia, Índia e África do Sul – atrás apenas dos chineses.

No entanto, o posicionamento do Brasil na lista foi prejudicado por problemas que afetam não somente os idosos, mas também cidadãos brasileiros de outras faixas etárias. “O Brasil não é tão bom em fornecer um ambiente propício para o envelhecimento. O medo de crimes e o acesso ao transporte público são grandes questões para os idosos brasileiros”, analisa Asgar Zaidi, professor de políticas sociais internacionais na Universidade de Southampton e um dos autores do levantamento global. O trabalho foi coordenado pela HelpAge International, organização que se dedica a melhorar a vida de pessoas na terceira idade.

Além de planos de aposentadoria e de acesso universal à saúde, o trabalho revela que os melhores países para se envelhecer também investem há décadas em mudanças sociais e ambientais voltadas especialmente para os idosos. Dos 21 anos de vida que o brasileiro dispõe depois que atinge a terceira idade, apenas 16 são considerados “saudáveis” pelo relatório internacional. “O Brasil tem um sistema de saúde que presta uma atenção universalizada. Então, é notável que, mesmo com tantos benefícios, nós não conseguimos ficar numa posição melhor no índice. Isso chama a atenção para o fato de que as nossas soluções não estão atendendo aos nossos problemas. Avançamos, mas talvez não estamos conseguindo dar um sentido de vida, um valor social para o idoso”, acredita Otávio Nóbrega, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia no Distrito Federal.

De acordo com o especialista, idosos com pior qualidade de vida não são necessariamente os mais doentes. Cidadãos da terceira idade sofrem com questões como o abandono, a falta de uma ocupação e a carência por atividades que atendam às suas necessidades especiais. “A qualidade de vida é, provavelmente, mais determinada pelo ambiente social do que propriamente pelo estado geral de saúde. Hoje, uma premissa muito importante não é somente evitar o envelhecimento e as morbidades, mas também tentar remediar e controlar as limitações físicas, intelectuais e cognitivas que podem ocorrer com o envelhecimento”, aponta Nóbrega, que também é professor na Universidade de Brasília (UnB).

Levantamento britânico levou em conta saúde, condições de vida, renda e educação
Desigualdade

Os idosos representam hoje 12,3% da população mundial, que tem mais de 900 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. Até 2030, espera-se que esse número aumente para 1,4 bilhão, um índice que deve disparar para 2,09 bilhões até 2050. A queda drástica na taxa reprodutiva e o aumento de longevidade são os principais responsáveis pela recente inversão da pirâmide etária. Pela primeira vez na história, existem mais pessoas na terceira idade do que crianças com menos de 5 anos. Em duas décadas, serão mais idosos do que crianças e adolescentes de até 15 anos.

domingo, 6 de setembro de 2015

Terceira idade: nova identidade, reinvenção da velhice ou experiência geracional?

Artigo

Por Luna Rodrigues Freitas Silva - Psicóloga clínica. Mestre em Saúde Coletiva pelo IMS–UERJ.Endereço eletrônico: lunarodrigues@yahoo.com.br.

Foto: Internet

RESUMO

Este artigo trata das inovações acerca dos modos e das experiências de envelhecer que se vêm configurando nos últimos anos. Hábitos, imagens, crenças e condutas atreladas ao envelhecimento vêm–se alterando de forma significativa, determinando o surgimento do que se convenciona chamar de experiência da terceira idade. Mas, ainda que represente inovação e, sob muitos aspectos, seja descrita como uma reformulação extremamente positiva das possibilidades de envelhecer, o surgimento da terceira idade gera também questionamento e debate. Para compreender o estatuto desta experiência que surge no cenário contemporâneo, procederemos a um mapeamento da discussão acerca da terceira idade na literatura especializada, mais especificamente no que se refere a seu caráter de inovação em relação à identidade da velhice. Três hipóteses se destacam nesta análise: a primeira sugere que a terceira idade pode ser entendida como uma nova identidade, autônoma e diferenciada da identidade da velhice; a segunda, que seu surgimento pode ser compreendido como uma negação social da velhice propriamente dita; e, finalmente, a terceira hipótese supõe que as características da terceira idade são tributárias da experiência geracional de determinado grupo social. As principais hipóteses de entendimento da terceira idade são apresentadas e discutidas tendo em vista as possibilidades de criação, diversificação e inovação da experiência subjetiva.

Palavras–chave: envelhecimento; identidade; terceira idade.


Introdução

Ao observarmos o processo de envelhecimento na contemporaneidade, identificamos o surgimento de condutas, hábitos, crenças e imagens que alteram significativamente as concepções tradicionalmente associadas às etapas mais tardias da vida. No lugar das tradicionais imagens que articulavam o envelhecimento somente ao descanso, à quietude e à inatividade, surge um modelo identitário que inclui, em sua definição, o estímulo à atividade, a aprendizagem, a flexibilidade, o aumento da satisfação pessoal e a formação de vínculos afetivos inéditos.

Estas características estão reunidas sob o signo da "terceira idade", o rótulo que vem sendo utilizado para identificar a nova sensibilidade que passa a compor o processo de envelhecimento. No entanto, a inovação trazida pelo fenômeno da terceira idade é não só valorizada, mas também muito criticada, tanto nos meios acadêmicos dedicados ao seu estudo como em outros setores da sociedade. Pode–se verificar que a terceira idade gera polêmica e discussão. Mas, do que trata esta polêmica? Quais são os principais argumentos que permeiam o debate? Como vem sendo qualificado o fenômeno da terceira idade?

Neste artigo, pretendemos mapear a discussão sobre o fenômeno da terceira idade na literatura especializada, especialmente no que se refere à sua inovação em relação aos modelos de envelhecimento até então vigentes. O debate acerca do fenômeno da terceira idade inclui a suposição de que a mesma pode ser entendida como uma nova identidade, autônoma e diferenciada da identidade da velhice; que o seu surgimento representa, de fato, uma espécie de negação social da velhice propriamente dita; e, ainda, que o fenômeno que a constitui é a experiência de envelhecimento de uma geração específica, não passível de transposição para futuras gerações. Deste modo, parece–nos possível acrescentar informações relevantes ao entendimento deste novo fenômeno, que transforma os modos de envelhecer e se apresenta como desafio para os profissionais empenhados em compreendê–los.


A terceira idade é uma nova identidade etária?

Peter Laslett (1989) foi um dos primeiros autores a propor o entendimento da terceira idade como uma nova e diferenciada etapa da vida, que se interpõe entre a idade adulta e a velhice propriamente dita1. Para o autor, as mudanças demográficas e, principalmente, o aumento da expectativa de vida trouxeram transformações surpreendentes para o curso da vida e exigiram a criação de novos "mapas de vida" (LASLETT, 1989, p.viii). De fato, a extensão do curso da vida torna disponível aos sujeitos algumas décadas ou, no mínimo, anos de vida, cujo sentido não está disponível no campo social e, portanto, precisa ser formulado. Laslett questiona: "como iremos utilizar essa inesperada, surpreendente liberação da mortalidade? Como iremos nos comportar agora que todos podemos esperar sobreviver a praticamente o limite natural máximo da vida, seja ele qual for?"2 (p. I).

domingo, 2 de agosto de 2015

Jogos de computador ajudam a tratar depressão em idosos

PC: exercícios cerebrais com computador por 4 semanas foram tão eficazes quanto Escitalopram

Jogos de computador que estimulam o cérebro podem ser tão eficazes quanto os medicamentos para tratar a depressão severa em alguns idosos, talvez de uma forma até melhor, segundo resultados de um estudo publicados nesta terça-feira.

Um grupo de idosos de 60 a 89 anos, para o qual os remédios antidepressivos não funcionavam, ficou mais ativo depois de quatro semanas jogando games de computador, desenvolvidos para estimular a atividade cerebral - escreveram os autores da pesquisa na revista "Nature Communications".

Os programas foram desenvolvidos para testar uma teoria de que o cérebro em processo de envelhecimento pode se regenerar por meio de exercícios intensos, recuperando as funções perdidas de aprendizado e memória, e melhorando a tomada de decisões, o que pode, por sua vez, aliviar a depressão.

Estudos anteriores tinham demonstrado que danos em algumas funções intelectuais também provocam uma resposta pobre aos antidepressivos.

"Apesar dos avanços significativos, os tratamentos convencionais com antidepressivos deixam muitos adultos idosos deprimidos e em sofrimento", destacou o estudo.

sábado, 1 de agosto de 2015

Hábitos saudáveis na terceira idade melhoram saúde do coração

Um recente estudo da Universidade de Tufts vem alertar para a necessidade das pessoas mais velhas adotarem um estilo de vida ativo.

Foto: DR
As pessoas mais velhas com um ritmo de vida saudável, que inclui caminhadas, atividade física, consumo moderado de álcool e isenção de tabaco, conseguem reduzir os riscos de insuficiência cardíaca quando comparadas com as que optam por um estilo de vida mais sedentário.

Esta é a conclusão de um recente estudo da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, que, diz a Reuters, defende que “a atividade física entre os adultos mais velhos não precisa de ser exaustiva para reduzir risco fracasso cardíaco”.

Caminhar cerca de três a quatro quilômetros por hora, queimar calorias a fazer jardinagem, alinhar em atividades ao ar livre ou quais outras que durem 30 minutos é o suficiente para melhorar a saúde cardiovascular. Mas não é apenas o exercício físico que ajuda.

Diz a Reuters, e depois de ter conversado com Del Gobbo (a mentora do estudo), que uma alimentação saudável, aliada da isenção de tabaco e do consumo moderado de bebidas alcoólicas são outros fatores que beneficiam a saúde do coração.

Para o estudo, os investigadores analisaram 4.490 adultos saudáveis, sem sinais de insuficiência cardíaca e com mais de 65 anos.

Depois de analisarem dados como o ritmo cardíaco, o nível de atividade física, o nível de atividade de lazer, o consumo de álcool, o tabagismo, o peso e a circunferência da cintura, os investigadores detetaram que 1.380 dos inquiridos desenvolveram insuficiência cardíaca e que essas mesmas pessoas eram as que tinham um estilo de vida menos saudável e ativo.

O mais “surpreendente” no estudo, diz a mentora, é que conjugar todos os fatores saudáveis “pode reduzir o seu risco de insuficiência cardíaca em 50%”.


Fonte: Notícias ao Minuto

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Brasil tem 'epidemia' de fraturas em idosos, dizem especialistas

Por Cláudia Collucci* - Enviada Especial a Belém

Editoria de Arte/Folhapress

O idoso que sofre uma fratura de quadril deve ser operado em 24 horas ou, no máximo, em 48 horas para que tenha mais chances de recuperação. Mas no Brasil ele espera até um mês, o que aumenta as chances de complicações e de morte.

É que o afirmam os especialistas reunidos no Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia, que acontece em Belém (PA) até sábado. As quedas são as principais causas das fraturas ósseas.

Para eles, o processo de envelhecimento vivido pelo Brasil, associado a falhas na assistência e a falta de prevenção de quedas em idosos, faz com que o país enfrente hoje uma verdadeira epidemia das chamadas fraturas de fragilidade, associadas à osteoporose e outras doenças ósseas.

As estatísticas mostram que 30% dos idosos vão cair pelo menos uma vez por ano. Em 5% desses casos, haverá uma fratura de fragilidade, mais comum no fêmur, vértebra e punhos.

A de fêmur é a que mais preocupa porque o índice de mortalidade associado a ela é grande: 20% em até um ano. "Depois da fratura podem surgir outros problemas, como pneumonia e outras infecções", diz o médico Salo Buksman, do Into (Instituto Nacional de Ortopedia e Traumatologia).

A geriatra Maria Alice Toledo, presidente da comissão científica do congresso, lembra que a maioria dos idosos não possui planos de saúde e que os hospitais públicos têm longas filas de espera para esse tipo de cirurgia.

"Enquanto espera, o idoso fica na cama e perde musculatura, o que agrava ainda mais o quadro ", diz ela.

Segundo dados o Ministério da Saúde, em cinco anos o número de fraturas de fragilidade em idosos aumentou quase 30%. Em 2008, foram 67.664 casos, que pularam para 85.939 em 2013.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

A hipófise e a tireoide no idoso

Estrutura da glândula hipófise
Imagem: Internet

A hipófise pode ser chamada de nossa glândula mestra ou de "pequena notável", por ser muito pequena, e ter funções extremamente importantes na regulação do sistema hormonal do organismo.

Ela está alojada na parte central do cérebro. Alguém poderia perguntar: como é que esta glândula minúscula e escondida no interior do cérebro pode influenciar as outras glândulas situadas em partes tão distantes do corpo humano? Por causa do hipotálamo, estrutura integrante do sistema nervo-central, que funciona como um órgão de censura para a hipófise, estimulando ou inibindo sua função principal, que é a produção de substâncias ativadoras das demais glândulas do corpo.

O hipotálamo, como um verdadeiro mensageiro do estado hormonal e metabólico, informará à hipófise sobre a necessidade de produzir maior ou menor quantidade de estimuladores hormonais. Assim, a glândula mestra passa a regular a produção hormonal de gônadas (ovários ou testículos), supra renais, tireoide e do próprio hormônio de crescimento.


O sistema hipofisário e a terceira idade

Após cinco ou seis décadas de vida ocorrem em todas as pessoas algumas alterações hormonais importantes. Por exemplo, nas mulheres em menopausa existe queda dos hormônios femininos (estradiol e progesterona).

A hipófise, notando que o nível de hormônios femininos diminuiu, inicia uma tentativa de "revitalizar" o sistema ovariano, ordenando a produção imediata de hormônios estimuladores do ovário. Esses hormônios são vasos dilatadores e causam os "fogachos" (sensação incômoda de calor), sudorese abundante, "falta de ar", "agonia", que são tão comuns nas mulheres em menopausa.

A reposição hormonal irá reduzir ou eliminar completamente estes sintomas desagradáveis. Também a cada década da vida após os 30 anos existe uma menor produção de hormônio de crescimento (GH). Esse hormônio, no entanto, não é somente indutor de crescimento, mas tem outras várias ações metabólicas no nosso corpo.


O declínio de produção de GH com a idade

Passado o período de crescimento, o GH possui atividades relacionadas ao metabolismo em geral. Ele é o responsável pela distribuição de gordura em nosso corpo. Por isso, o idoso tende a acumular maior quantidade de gordura na barriga.

O GH também melhora o sistema muscular, aumenta a absorção de cálcio nos ossos, incrementa a formação de proteínas, e induz sensação de bem-estar. A falta dele, leva ao estado contrário. Por isso, ocorre o uso abusivo de GH em idosos na maioria das vezes sem a menor indicação médica.

Os efeitos podem ir desde dores nos punhos (o túnel do carpo fica inchado), até aumento do coração e outros transtornos metabólicos. É importante frisar: o uso de GH deve ser restrito aos idosos com deficiência comprovada deste hormônio.


Problemas da tireoide com a idade

Imagem: Internet

A glândula tireoide também envelhece com o passar dos anos. Nos idosos é mais comum encontrar a presença de nódulos e cistos. Alguns destes nódulos são malignos e devem ser retirados cirurgicamente.

O idoso é freqüentemente portador de hipotireoidismo que traz alguns incômodos: fadiga, intolerância ao frio, falta de força, ganho de peso. O exame de sangue indica a presença de anticorpos anti-tireoide que impedem a correta produção de hormônios. É importante lembrar desta possibilidade, porque muitas pessoas na terceira idade não têm este diagnóstico confirmado.

O consenso entre os médicos é que o exames da tireoide devem ser realizados nos idosos ao menos uma vez por ano. O tratamento do hipotireoidismo irá trazer enormes benefícios.


Fonte: Clieme

terça-feira, 19 de maio de 2015

Exercícios podem elevar em 5 anos expectativa de vida de idosos, diz estudo

Segundo o estudo, os benefícios trazidos pela atividade física podem
ser tão eficientes quanto parar de fumar (Foto: Internet)

Que fazer exercícios só traz benefícios para sua vida, não é novidade para ninguém. Mas um estudo recente quantifica esse benefício de uma maneira que deve fazer com que muita gente coloque um tênis e saia para caminhar no parque.

Pesquisadores da Universidade de Oslo concluíram que se exercitar pode aumentar em até cinco anos a expectativa de vida de um idoso. Mais do que isso, pode ser tão eficiente quanto parar de fumar.

Os pesquisadores acompanharam 5.700 noruegueses, com idades entre 68 e 77 anos, durante 12 anos. E uma das conclusões do estudo foi a de que os idosos que praticavam ao menos três horas de atividades físicas por semana viveram cerca de cinco anos a mais do que os sedentários.

Assim, a prática de meia hora de exercícios seis dias por semana está ligada a uma redução de 40% no risco de morte em idosos.

Publicado no British Journal of Sports Medicine, o estudo mostrou que qualquer tipo de exercício – seja leve ou intenso – tem impacto na expectativa de vida.

No entanto, o estudo mostrou que fazer menos de uma hora de exercício leve por semana não tem nenhum impacto.

Fonte: BBC

A recomendação do governo britânico é a de que pessoas com mais de 65 anos façam pelo menos 140 minutos de exercícios moderados por semana.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

01 de Outubro - Dia Nacional do Idoso



No Brasil, o Dia do Idoso é comemorado na mesma data do Dia Internacional do Idoso, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Assembleia Mundial sobre o Envelhecimento, realizada em 1982, na Áustria. Assim, a Lei nº 11.443, de 28 de dezembro de 2006, além de instituir o dia 1º de outubro para as comemorações, determina que os órgãos públicos responsáveis pela coordenação e implementação da Política Nacional do Idoso se responsabilizem pela realização e divulgação de eventos que valorizem a pessoa idosa na sociedade.

Dados do Censo Demográfico 2010, realizado pelo IBGE, revelaram um aumento da população com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passando a 5,9% em 2000 e chegando a 7,4% em 2010.

A região Norte, apesar do contínuo envelhecimento observado nas duas últimas décadas, ainda apresenta uma população bastante jovem, devido aos altos níveis de fecundidade no passado. Já as regiões Sudeste e Sul são as que apresentam as maiores proporções de idosos na população total, mantendo-se como as duas regiões mais envelhecidas do País. Ambas tinham em 2010 8,1% da população formada por idosos com 65 anos ou mais.

Confira estas e outras informações levantadas pelo Censo 2010 clicando aqui.

Fonte: IBGE

domingo, 3 de agosto de 2014

Pesquisa mostra que 87% dos adultos têm medo de chegar à terceira idade

Especialistas dizem que, para quem já é idoso, a principal angústia se torna a solidão

Rio - Mudanças no corpo, típicas da terceira idade, são motivo de apreensão para a maioria dos adultos. De acordo com pesquisa feita nos Estados Unidos, 87% das pessoas têm medo de envelhecer. Entre os temores mais comuns, está o de perder a capacidade física: cerca de 23% dos voluntários disseram ficar apavorados com a ideia. Porém, especialistas dizem que, para quem já é idoso, a principal angústia se torna a solidão.

No levantamento norte-americano, em seguida aparecem os medos de perder a memória, ganhar menos dinheiro, desenvolver uma doença crônica e morrer. Mais de duas mil pessoas com pelo menos 18 anos de idade responderam a pesquisa online, a pedido do laboratório Pfizer, entre os últimos dias 10 e 14.

Queixa mais comum entre idosos é o de se descobrirem sozinhos
Foto: Istock

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, João Bastos Freire Neto, o resultado do estudo coletado nos EUA pode ser aplicado à realidade brasileira de uma maneira geral. “Isso é universal. O ser humano tem medo de sofrer e de se sentir incapaz, o que para muitos é pior do que a morte”, explica o especialista.

Esse sofrimento está ligado à visão que as pessoas ainda têm dos mais velhos. De acordo com o médico, para muitos, envelhecer significa depender dos outros obrigatoriamente. Porém, ele explica que, com o aumento da população acima dos 60 anos, a tendência é que esse olhar mude. Para isso, porém, é preciso que as autoridades invistam na melhor qualidade de vida e na inserção dos idosos na sociedade, como por exemplo, deixar os lugares realmente acessíveis a eles.

Tornar o envelhecimento saudável possível é o maior desejo dos pacientes e o grande desafio de especialistas. Entre os conselhos, Freire Neto acredita que cuidar da alimentação, fazer exercícios e principalmente manter uma ‘agenda’ com atividades diárias são fundamentais para ser feliz também na terceira idade.


Solidão, a dor de quem já chegou lá 


Apesar de os adultos se preocuparem com a conta bancária e com as doenças crônicas no futuro, a causa de tormento para os idosos é outra, bem diferente. No consultório, o geriatra garante que a queixa mais comum entre seus pacientes é o medo da solidão, capaz de “matar aos poucos”. “É importante construir um patrimônio social e não só material ao longo de toda a vida”, diz.

Laços afetivos em diferentes grupos como, por exemplo, na família, na igreja e em ativdades como aa dança, são fundamentais para ‘espantar’ a depressão e a sensação de solidão, aconselha Freire Neto. Segundo a pesquisa americana, 62% das mensagens publicadas no Twitter sobre envelhecimento, no último ano, tiveram teor negativo.


Fonte: O Dia

domingo, 27 de julho de 2014

População idosa vai triplicar nos próximos 20 anos

O Brasil está envelhecendo numa velocidade maior que a das sociedades mais desenvolvidas, o que produzirá grande impacto nos sistemas de saúde, com elevação dos custos e do uso de serviços.


Por Cláudia Collucci (de São Paulo)

Centro da prefeitura para acolher idosos no centro de São Paulo
Segundo estimativas do IBGE, nos próximos 20 anos a população acima de 60 anos vai mais do que triplicar, passando dos atuais 22,9 milhões (11,34% da população) para 88,6 milhões (39,2%).

No período, a expectativa média de vida do brasileiro deverá aumentar dos atuais 75 anos para 81 anos.

"Essa longevidade é uma dádiva, mas traz desafios importantes", afirmou o médico Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade, em palestra no Fórum a Saúde do Brasil, da Folha.

Hoje há programas de atenção à saúde de pessoas idosas nas três esferas de governo (federal, estadual e municipal), mas ainda atendem a poucos idosos e nem sempre têm continuidade.
Ezye Moleda/Folhapress

Também não existe coordenação efetiva dessas ações ou política intersetorial. Uma questão discutida, por exemplo, é se cuidados como moradias assistidas ou centros onde os idosos possam ficar enquanto o familiar trabalha são responsabilidade da saúde ou da assistência social.

No âmbito da saúde, é unânime a opinião de especialistas de que o país precisará readequar o modelo de atenção, ainda focado em quadros agudos e na área materno-infantil, mesmo com a taxa de fecundidade em queda há mais de uma década.

Isso incluiria, inclusive, a necessidade de as universidades formarem mais profissionais especializados no cuidado de idosos e a de os sistemas de saúde público e privado capacitarem os que estão no mercado de trabalho.

O envelhecimento está associado a uma maior prevalência de doenças crônicas, que respondem por quase 70% das enfermidades nessa fase da vida.

Portanto, as políticas de saúde deveriam priorizar desde a prevenção de doenças que vão incapacitar o idoso (uma hipertensão não cuidada pode resultar em derrame) até a criação de serviços (de cuidado paliativo, por exemplo) voltados ao fim da vida.

Pesquisa da USP mostra, por exemplo, que os idosos do município de São Paulo estão vivendo mais, mas em piores condições de saúde.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

McAfee lança programa de segurança online para a terceira idade

Estudo com população com mais de 50 anos mostra que idosos estão vulneráveis a golpes online

Fonte: Internet

A McAfee, empresa integrante da Intel Security, criou um programa de Segurança Online para a Terceira Idade, uma iniciativa livre que utiliza funcionários da McAfee e da Intel como voluntários para ensinarem os usuários seniores sobre as maneiras de manter a segurança online, nos Estados Unidos.

De acordo com o estudo da McAfee chamado “Fifty Plus Booms Online”, que analisa o comportamento de indivíduos de idade entre 50 e 75 anos nos Estados Unidos, a população com mais de 50 anos gasta em média cinco horas por dia na Internet. O estudo também mostrou que 80% dos idosos usam mídias sociais. Desses idosos que estão online, mais da metade compartilha voluntariamente informações pessoais com pessoas com que nunca se encontra pessoalmente, além de realizar compras na Internet e operações bancárias.

O estudo concluiu que 97% dos entrevistados se conectam diariamente e, apesar de 88% se considerarem seguros, eles ainda estão envolvidos em comportamento perigoso. Entre os entrevistados, 75% acreditam que as redes sociais podem expô-los a riscos como fraude e roubo de identidade, mas mesmo assim 52% tem compartilhado o endereço de e-mail, 27% o número de telefone celular e 26% o endereço de casa.

Eles também estão usando dispositivos móveis para compartilhar informações e quase um em cada quatro (24%) usuários móveis tem usado seu dispositivo para enviar mensagens de texto pessoais, e-mails ou fotos. No entanto, mais de 30% não têm proteção básica senha em seus dispositivos e quase metade não tem qualquer segurança software em celulares ou tablets.

“A Internet cria excelentes oportunidades para idosos, especialmente quando eles começam a ficar conectados com os amigos e com a família, planejando férias ou fazendo operações bancárias,” afirmou Michelle Dennedy, Chief Privacy Officer da McAfee. “Assim como todas as faixas etárias, os idosos podem ser vítimas de seu próprio grupo de riscos. No programa Senior Citizens ensinamos a eles dicas de como devem permanecer em segurança online, como criar senhas fortes, identificar fraudes na Internet e interagir com segurança em sites de mídia social”.


Veja algumas dicas para se proteger na internet em qualquer idade:

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Terceira idade abre inscrições para cursos

Artesanato em jornal
Foto: Internet

Gaspar (SC) - A Assessoria de Assuntos para a Terceira Idade de Gaspar está com inscrições abertas para quatro cursos que serão oferecidos gratuitamente em 2014. Os interessados devem se matricular até o dia 28 de fevereiro, na sede da Assessoria, no Gascic. O atendimento acontece das 8h ao meio-dia e das 13h às 17h. Para realizar a inscrição é necessário ter mais de 60 anos e apresentar CPF, RG e comprovante de residência. Serão oferecidos cursos de artesanato com jornal; bordado; patchwork; e tricô e crochê. As aulas começam no dia 5 de março e acontecerão uma vez por semana na sede da Assessoria de Assuntos para a Terceira Idade.


Horários
Artesanato com jornal - às quintas-feiras, das 8h às 11h ou das 13h30min às 16h30min. 
Bordado - às quintas-feiras, das 8h às 11h. 
Patchwork - às terças, quartas e sextas-feiras, das 8h às 10h e das 10h ao meio-dia e às terças e quartas-feiras, das 13h às 15h e 15h às 17h. 
Tricô e crochê - às quintas-feiras, das 8h às 11h e das 13h30min às 16h30.

O que significa patchwork

Foto: Internet
A tradução literal de patchwork é "trabalho com retalho". É uma técnica que une tecidos com uma infinidade de formatos variados. O patchwork é a parte superior ou topo do trabalho, já o trabalho completo é o acolchoado, formado pelo topo mais a manta acrílica e o tecido fundo, tudo preso por uma técnica conhecida como quilting ou acolchoamento.


Fonte: Jornal Metas (com adaptações)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Uncisal realiza inscrições para universidade da terceira idade


Foto: Divulgação Uncisal

A Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) por intermédio na Pró-Reitoria de Extensão (Proext) realiza nos dias 10 e 11 de fevereiro, das 9h às 12h, as novas matrículas dos candidatos interessados em participar da Universidade Aberta à Terceira Idade (Uncisati).

Os interessados devem comparecer ao Campus da Universidade, no Trapiche da Barra e dirigir-se ao Espaço Digital, no 3º andar do prédio sede. Para efetivar a matrícula o aluno deve levar os originais e cópias do RG, CPF, comprovante de residência. No ato da matrícula é necessário pagar uma taxa única de R$ 20,00. Os cursos são gratuitos.


Os cursos ofertados são:
- Informática A - 02 Vagas (às segundas-feiras - às 14 horas)
- Informática B - ESGOTADO (às terças-feiras - às 09 horas)
- Informática C - ESGOTADO (às quartas-feiras - às 14 horas)
- Informática D - ESGOTADA (às quintas-feiras - às 09 horas)
- Cuidados com a Diabetes - 12 Vagas
- Medicina Natural - 12 Vagas
- Artes Pintura em Vidro - 06 Vagas
- Artes Bordados - 04 Vagas
- Artes Pintura em Tecido - 04 Vagas
- Artes Pintura em Madeira (Pátina) - 04 Vagas
- Pilates - ESGOTADO
- Preservação Ambiental - 13 Vagas
- Psicologia x Qualidade de Vida - 18 Vagas
- Envelhecimento Ativo - 12 Vagas
- Equilíbrio e Postura - 04 Vagas
- Meditação - 09 Vagas

Fonte: Gabriela Flores - Alagoas 24 horas

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Inflação da terceira idade diminui ritmo no 2º trimestre, aponta FGV

Variação do IPC-3i passou de 1,82%, no 1º trimestre, para 1,26%.
Desaceleração dos alimentos foi o que mais pesou sobre o resultado.


Fonte: Internet

O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos, avançou 1,26% no segundo trimestre de 2013, ante variação de 1,82% no período de janeiro a março, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (11).

Em 12 meses, o IPC-3i acumula alta de 6,21%. A variação do indicador ficou em linha com a taxa acumulada pelo IPC-BR, que mede inflação da média das famílias, sem distinção de faixa etária, que foi de 6,22%, no mesmo período. No segundo trimestre, o IPC-BR foi menor, 1,20%.

A queda na inflação dos alimentos foi o fator que mais contribuiu para desacelerar a alta do IPC-3i. Essa classe de despesa saiu de alta de 6,52% no primeiro trimestre para avanço de 0,55% no segundo, graças principalmente às hortaliças e legumes, cujos preços caíram 4,04% após terem disparado 46,67% nos três primeiros meses do ano.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Perda de audição pode estar associada a problemas cognitivos na terceira idade

Quase dois terços dos adultos com 70 anos ou mais têm problemas de audição
Perda de audição pode estar associada a problemas cognitivos na terceira idade Ricardo Wolffenbüttel/Agencia RBS
Taxas anuais de declínio cognitivo foram 41% maiores em idosos com problemas de audição do que naqueles sem problemas de audiçãoFoto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS

Há uma razão a mais para nos preocuparmos com a perda de audição, uma das condições de saúde mais comuns em idosos e uma das mais amplamente tratadas. Um novo estudo realizado por pesquisadores da Johns Hopkins Medicine sugere que idosos com audição comprometida estão em risco de desenvolver déficits cognitivos — problemas de memória e pensamento — mais cedo do que aqueles cuja audição está intacta.

O estudo, publicado no JAMA Internal Medicine, foi liderado por Frank Lin, especialista em audição e epidemiologista, que, ao longo dos últimos anos, tem documentado a extensão dos problemas de audição em idosos e sua associação com quedas e o aparecimento de demência.

domingo, 28 de abril de 2013

Idosos estão envelhecendo melhor

No livro Novos Velhos, jornalista aponta a nova realidade da velhice no Brasil, seus problemas e perspectivas

Renata Ribeiro, para o iG São Paulo
Thinkstock/Getty Images
Os brasileiros estão envelhecendo melhor e ainda ajudam no orçamento familiar
O tempo em que as vovós ficavam em casa fazendo crochê enquanto os vovôs jogavam dominó ou batiam papo nos bancos das praças ficou para trás. Um estudo feito pela jornalista Léa Maria Reis, do Rio de Janeiro, revela que os idosos brasileiros estão mais ativos, produtivos e ajudam a movimentar a economia do País.

"A população está envelhecendo melhor nas últimas décadas e os velhos ainda colaboram no orçamento familiar", ela conta no livro Novos Velhos.

Mas também constata que a mídia trata do assunto superficialmente, abusando de imagens clichês de velhos fazendo exercícios, dançando, com os netinhos ou fazendo plásticas.

“O envelhecimento da população brasileira, em médio prazo, será um imenso problema sócio-político-econômico para o País se não for analisado e atacado hoje”, destaca.

A autora se surpreendeu com os resultados da pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Os dados mostraram que os idosos, de modo geral, auxiliam mais os jovens, do ponto de vista financeiro, que o contrário. Nas classes populares, com as suas pensões (quase sempre da mulher, da avó ou bisavó) e nas classes médias, ajudam na manutenção de planos de saúde de netos, noras, e nos estudos e viagens das crianças, adolescentes e jovens adultos.

domingo, 21 de abril de 2013

É possível ser independente na terceira idade?

A preparação deve começar cedo. É preciso pensar em planos de previdência privada e ocupação para a mente

Verônica Mambrini (iG São Paulo)

Getty Images
A primeira visita ao geriatra é recomendável a partir dos 50 anos

São muitos os dilemas femininos da terceira idade: a síndrome do ninho vazio, o alto índice de divórcios e separações e a maior longevidade feminina (atualmente de 7,6 anos a mais do que os homens, de acordo com o Censo 2010), que implicam em se preparar emocionalmente e financeiramente para o “terceiro tempo”.

A preparação, para Sula Fagundes, psicóloga especializada em gerontologia, deve começar cedo. “A mulher deve consultar regularmente o ginecologista, praticar atividades físicas e de lazer, ler e escrever, estimulando a memória, alimentar-se de maneira saudável, divertir-se e manter uma ampla rede de relacionamentos sociais”, afirma. A primeira visita a um geriatra é recomendável a partir dos 50 anos de idade.

Sula lembra que da meia idade em diante restam cerca de 40 a 50 anos de vida, considerando que cresce a cada Censo o número de centenários. “Os idosos de hoje não tiveram a oportunidade de se preparar para a velhice, até mesmo porque os avós deles, referência de envelhecimento, em sua grande maioria, faleciam poucos anos após se aposentar”, lembra a psicóloga. “Uma grande parcela da população não sabe o que fazer com os anos que terá após se aposentar ou atingir a marca divisória dos 60 anos.” Para as mulheres, isso envolve planejar uma reserva financeira própria, sem depender de auxílio da família e do parceiro no futuro.

Investimentos de renda fixa e variável

Do ponto de vista financeiro, a diretora de produtos da Icatu Seguros, Aura Rebelo, detecta uma tendência positiva. “Houve um aumento do número de mulheres possuidoras de planos de previdência privada. De cinco anos para cá, a entrada das mulheres neste mercado está acelerada. Elas eram 30% dos clientes da Icatu em 2010. Este ano o número subiu para 40% e em dois anos já deve estar meio a meio”, afirma.

As regras de ouro continuam valendo: começar cedo e variar o mix de investimentos garantem rendimentos melhores na terceira idade. Elas começam a investir em previdência cinco anos mais cedo que os homens, o que significa que se aposentam antes e com uma reserva maior que a deles. Como cada vez mais mulheres são chefes de família, os fundos de investimento se adaptaram e criaram produtos que caibam nesse tipo de orçamento. “Planejar-se financeiramente dá um enorme conforto emocional para a mulher”, afirma Aura.

A penetração da previdência privada é maior nas classes A e B. “A classe C está começando a investir agora, em produtos mais simples, como uma renda fixa”, afirma a diretora. Outra novidade é que as mulheres estão se tornando mais arrojadas. “Os planos das mulheres hoje estão se assemelhando aos escolhidos por homens, com mais investimentos de renda variável. Está deixando de ser um bicho papão para elas.”


Fonte: Portal IG