"Eu não tenho idade. Tenho vida." (Vânia Toledo)

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Longevidade e obesidade são novos desafios para o Brasil

Ministro Arthur Chioro veio participar de uma conferência na manhã desta terça-feria


Salvador (BA) - Presente em Salvador nesta terça-feira (18), durante a apresentação 'A Saúde no Brasil, Pública e Privada. Caminhos Percorridos e a Percorrer', Artur Chioro - Ministro da Saúde, pontuou que mudança demográfica e desenvolvimento econômico trouxeram novos desafios à saúde no país, para os quais a sociedade não se preparou.

Os três principais desafios, segundo ele, são a longevidade, a obesidade e as doenças epidemiológicas. “Para nós, da área de saúde, o impacto da longevidade é significativo, pois trata-se de uma das faixas etárias que mais demandam atendimento”, disse.

Chioro lembrou que, além de envelhecer, a população está tendo poucos filhos e, por isso, ficado só. “Minha avó teve 12 filhos e quando ficou idosa tinha uma rede de proteção social na família. A maior parte das famílias hoje tem um ou dois filhos”, disse o ministro.

“Por causa das mudanças no padrão de vida, também saímos rapidamente da subnutrição para a obesidade”, prosseguiu Chioro na conferência desta terça.

Ele informou que 52% da população adulta brasileira tem sobrepeso, 17% são obesos e um terço das crianças é obeso. “A carga de doenças cardiovasculares, crônicas e degenerativas, como hipertensão e diabetes, está relacionada ao impacto nutricional”, completou.

Apesar das mudanças, ele lembrou que o sistema de saúde ainda não conseguiu eliminar doenças como tuberculose e hanseníase nem conseguiu combater outras, como dengue, chikungunya e zika vírus.


domingo, 9 de agosto de 2015

Beleza madura - senhoras "nuas" do calendário

Mulheres cariocas de até 79 anos são fotografadas nuas para calendário.
Projeto beneficente ‘Senhoras do Calendário’ ressalta a beleza das modelos.

Por Carolina Callegari


A carreira de modelo da advogada Jeanette Polmon começou por acaso, há dez anos. Abalada com o tratamento à base de radioterapia, após a descoberta de um câncer de mama, ela se sentia desanimada. Até que, numa visita ao brechó da socialite Kelly Guerreira, viu-se incentivada a investir na nova profissão.

— Ela me dizia para não me deixar abater, que eu era bonita e que deveria fazer um curso com o Eduardo Araúju (professor de um curso de modelos da terceira idade). Anotou meu contato e passou para a equipe dele. Fui chamada para assistir a uma aula, sem compromisso, e não saí mais — lembra a modelo, na época com 59 anos.

Em 2005, Jeanette ficou em segundo lugar no concurso de Miss Maturidade. Cinco anos depois, conquistou o prêmio de Rainha Oficial do Estado. Hoje, aos 69 anos, é modelo de foto e passarela.

— Não esperava ser chamada para desfilar na minha idade — assume.

Entre os trabalhos que já fez, um dos de maior destaque é o ensaio fotográfico Senhoras do Calendário, só com modelos com mais de 40 anos, publicado anualmente. Na edição de 2015, a caçula do grupo tem 55.

— Relutei muito em posar nua. Entrei no projeto porque acreditei no trabalho — diz Jeanette.


Ensaio tem modelos nuas

Foi preciso chegar à nona edição do Senhoras do Calendário para que 14 mulheres se dispusessem a posar nuas como no filme “Garotas do calendário”, de Nigel Cole, que inspirou a criação do trabalho do professor Eduardo Araúju. 

— Comecei a dar aulas no segmento da maturidade em 1991. Vi o filme e me inspirei. É um projeto sem patrocínio, em que nós nos doamos e no qual investimos, sempre com intuito de ajudar alguém — diz Araúju.

Convencer as modelos a posarem nuas foi um processo demorado. Muitas queriam participar, mas tinham receio da opinião da família, como Dayse Brasil.

— Tem sempre uma preocupação. Só contei para o meu marido depois de fazer as fotos, mesmo tendo de certeza que me apoiaria. E ele adorou — conta Dayse, de 60 anos.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Saúde oral na terceira idade

Por Bernardo Esteves, Hugo Mesquita

Uma boa higiene oral melhora a qualidade de vida
Foto: Getty Images
Os doentes com uma idade mais avançada têm por norma mais dificuldades em manter a sua higiene oral em boas condições, devido, sobretudo, à perda de alguma destreza nos movimentos. Esta falta de cuidados poderá resultar em várias deficiências na sua saúde oral e, em último caso, levar a perda de alguns dos seus dentes. Para combater estas situações, deve-se proceder a um ensinamento personalizado a este tipo de doentes, de acordo com as suas limitações motoras. Devem ser-lhes dados a conhecer os diferentes recursos e métodos disponíveis no mercado para uma correta limpeza da boca. Desde as escovas elétricas, que não exigem uma destreza como as convencionais, os escovilhões interdentários, fios dentários específicos, aos complementos com colutórios contendo flúor ou agentes antimicrobianos.

Em situações mais críticas, como a perda de dentes, deve estudar-se individualmente cada caso. "Hoje em dia, a reabilitação oral com implantes é uma opção obrigatória, que deve constar na apresentação das hipóteses de tratamento de reabilitação oral de um doente", disse ao CM a médica dentista Ana Mano Azul, frisando que devem ser mostradas ao doente "as várias hipóteses de plano de tratamento, assim como um orçamento".

As próteses dentárias devem constar nas hipóteses de tratamento apresentadas aos pacientes. Este tipo de tratamento acarreta alguns cuidados, como a sua higienização a seguir às refeições ou, pelo menos, duas vezes ao dia. As próteses removíveis devem ser retiradas durante o sono e ficarem em recipientes com água e produtos desinfetantes.


domingo, 2 de agosto de 2015

Jogos de computador ajudam a tratar depressão em idosos

PC: exercícios cerebrais com computador por 4 semanas foram tão eficazes quanto Escitalopram

Jogos de computador que estimulam o cérebro podem ser tão eficazes quanto os medicamentos para tratar a depressão severa em alguns idosos, talvez de uma forma até melhor, segundo resultados de um estudo publicados nesta terça-feira.

Um grupo de idosos de 60 a 89 anos, para o qual os remédios antidepressivos não funcionavam, ficou mais ativo depois de quatro semanas jogando games de computador, desenvolvidos para estimular a atividade cerebral - escreveram os autores da pesquisa na revista "Nature Communications".

Os programas foram desenvolvidos para testar uma teoria de que o cérebro em processo de envelhecimento pode se regenerar por meio de exercícios intensos, recuperando as funções perdidas de aprendizado e memória, e melhorando a tomada de decisões, o que pode, por sua vez, aliviar a depressão.

Estudos anteriores tinham demonstrado que danos em algumas funções intelectuais também provocam uma resposta pobre aos antidepressivos.

"Apesar dos avanços significativos, os tratamentos convencionais com antidepressivos deixam muitos adultos idosos deprimidos e em sofrimento", destacou o estudo.

sábado, 1 de agosto de 2015

Hábitos saudáveis na terceira idade melhoram saúde do coração

Um recente estudo da Universidade de Tufts vem alertar para a necessidade das pessoas mais velhas adotarem um estilo de vida ativo.

Foto: DR
As pessoas mais velhas com um ritmo de vida saudável, que inclui caminhadas, atividade física, consumo moderado de álcool e isenção de tabaco, conseguem reduzir os riscos de insuficiência cardíaca quando comparadas com as que optam por um estilo de vida mais sedentário.

Esta é a conclusão de um recente estudo da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, que, diz a Reuters, defende que “a atividade física entre os adultos mais velhos não precisa de ser exaustiva para reduzir risco fracasso cardíaco”.

Caminhar cerca de três a quatro quilômetros por hora, queimar calorias a fazer jardinagem, alinhar em atividades ao ar livre ou quais outras que durem 30 minutos é o suficiente para melhorar a saúde cardiovascular. Mas não é apenas o exercício físico que ajuda.

Diz a Reuters, e depois de ter conversado com Del Gobbo (a mentora do estudo), que uma alimentação saudável, aliada da isenção de tabaco e do consumo moderado de bebidas alcoólicas são outros fatores que beneficiam a saúde do coração.

Para o estudo, os investigadores analisaram 4.490 adultos saudáveis, sem sinais de insuficiência cardíaca e com mais de 65 anos.

Depois de analisarem dados como o ritmo cardíaco, o nível de atividade física, o nível de atividade de lazer, o consumo de álcool, o tabagismo, o peso e a circunferência da cintura, os investigadores detetaram que 1.380 dos inquiridos desenvolveram insuficiência cardíaca e que essas mesmas pessoas eram as que tinham um estilo de vida menos saudável e ativo.

O mais “surpreendente” no estudo, diz a mentora, é que conjugar todos os fatores saudáveis “pode reduzir o seu risco de insuficiência cardíaca em 50%”.


Fonte: Notícias ao Minuto