A contribuição do idoso na renda familiar é fundamental no Grande ABC. Engana-se quem pensa que os avós, em geral, se enquadravam apenas nos gastos. Entre os domicílios que têm moradores com mais de 60 anos, 70% têm pelo menos 25% da renda gerada pelos aposentados.
Quando esses moradores são chefes da família, a renda média mensal do domicílio atinge R$ 3.365. Se os idosos apenas integram, e não comandam a casa, o faturamento sobe para R$ 3.870.
Os dados são recorte da Pesquisa Socioeconômica do Instituto de Pesquisa da Universidade Municipal de São Caetano. A equipe do Diário teve acesso com exclusividade às informações. Os resultados são referentes às entrevistas realizadas em fevereiro nas sete cidades.
"A renda dessas pessoas é muito importante para a economia da região. Um quarto da renda familiar contribui muito", afirma o coordenador do Inpes/USCS, Leandro Prearo.
Na ponta do lápis, se o faturamento do domicílio é de R$ 3.870, aproximadamente R$ 1.000 são gerados pelos mais experientes.
Gastos com saúde, que normalmente demandam grande parte da renda dos mais velhos, comprometem apenas 6,2% do faturamento das famílias com idosos que não são chefes, o que mostra a importância do dinheiro gerado por eles. Que pesa mais são os gastos com alimentação, tomando conta de 15,9% da renda dessas famílias.
Levando em conta todos os idosos, as comidas demandam 17,6% do orçamento. Em seguida as despesas com habitação, 10,8% e saúde, com 10%.
CHEFES - A região tem 36,5% das residências com a presença de um morador com mais de 60 anos. Em 83% dessas casas os idosos são chefes de família. "Tudo indica que esses domicílios são compostos, em maioria, por casais de idosos, que vivem com renda menor, da aposentadoria. Isso explicaria a renda média menor, de R$ 3.365, em comparação às casas com idoso que não são chefes", avalia Prearo.
Ser chefe não é sinônimo de sustentabilidade. A pensionista de Santo André Maria de Lourdes Meira de Souza mora com o neto, que contribui com a renda do domicílio, mas ainda precisa da ajuda dos filhos. "Com um salário-mínimo não dá", desabafa.
A aposentada andreense Clarisse Adelia Manias do Nascimento revela que também conta com o auxílio dos filhos. Ela diz que os gastos com alimentos e com a casa são os mais altos. Aos 83 anos, ela comemora o fato de os filhos morarem perto, o que a deixa mais segura.
Fonte: Diário do Grande ABC
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